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Mundo

Jornalistas que investigam Exército são alvo de ciberataques na Rússia

media O jornalista da Bellingcat, Christo Grozev, que liderou a investigação sobre o caso Skripal, declarou não haver dúvidas de que a inteligência militar russa era responsável pelo ataque. REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo

Grupo de jornalistas que investigam a inteligência militar russa vêm sendo alvo de ataques cibernéticos sofisticados que parecem vir do poder russo, declararam neste sábado (27) os alvos da ação pirata e o serviço de e-mail criptografado ProtonMail.

Os ataques de phishing (ato criminoso que consiste em piratar dados pessoais de usuários na internet) tentaram forçar os usuários a fornecer senhas para suas contas dentro do servidor do Protonmail. Os alvos eram jornalistas do site de investigação Bellingcat, que ajudaram a identificar os agentes russos que envenenaram o ex-espião russo Sergey Skripal no Reino Unido.

Sediado em Genebra, na Suíça, o Protonmail afirmou em um comunicado que "as evidências (assim como as avaliações de outros especialistas) parecem sugerir um “ataque de origem russa". O diretor administrativo da empresa, Andy Yen, disse que a operação "foi um dos melhores, se não o melhor ataque de phishing que já vimos".

O jornalista da Bellingcat, Christo Grozev, que liderou a investigação sobre o caso Skripal, declarou não haver dúvidas de que a inteligência militar russa era responsável pelo ataque. "Foi muito convincente", disse ele, acrescentando, no entanto, que nenhum jornalista do Bellingcat chegou a fornecer sua senha pessoal.

Email “mais seguro do mundo”

O Protonmail, que se descreve como o serviço de mensagens mais seguro do mundo, tornou-se muito popular entre jornalistas e pessoas que lidam com informações confidenciais.

Os ataques de phishing contra o site Bellingcat ocorreram esta semana. Grozev disse que apesar de suas habilidades técnicas e de sua consciência de que era um alvo potencial, ele "teria entregue sua senha" se não tivesse sido avisado recentemente do golpe por um de seus contatos, alvo de um ataque semelhante.

Segundo ele, muitos investigadores e pesquisadores de organizações que trabalham na Rússia receberam e-mails de phishing em suas contas do Protonmail desde abril.

O ProtonMail alertou a polícia federal suíça e o serviço nacional de segurança cibernética MELANI sobre os eventos desta semana, de acordo com seu diretor, que não sabe se uma investigação formal será iniciada. A empresa, no entanto, realiza sua própria investigação. Contatados pela agência AFP, a polícia federal suíça e a MELANI não responderam até o fechamento desta reportagem.

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