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Mundo

Manifestação em Hong Kong provoca confrontos com a polícia

media Manifestantes se confrontaram com a polícia em Hong Kong REUTERS/Tyrone Siu

Manifestantes se confrontaram com a polícia neste sábado (13), em Hong Kong, no âmbito das mobilizações em massa contra o governo de Pequim. Desta vez, os atos se concentraram na circulação de mercadorias de um lado ao outro da fronteira com a China.

A polícia usou gás lacrimogêneo e cassetetes contra manifestantes com o rosto coberto, em Sheung Shui, uma localidade próxima à fronteira com a China, depois que milhares de pessoas foram às ruas contra os chamados "comerciantes paralelos".

Sheung Shui tem várias lojas muito populares entre os comerciantes procedentes do outro lado da fronteira. Eles compram produtos em Hong Kong - onde não há imposto sobre circulação de mercadorias - e depois as revendem na China. Essa atividade é fonte de tensões com os moradores.

"A zona se tornou um lugar a serviço dos comerciantes paralelos, e não dos residentes locais", disse à AFP um dos manifestantes, Siu Hok-yan, de 74 anos. A maioria das lojas de Sheung Shui foi fechada antes do protesto. Segundo imagens das emissoras de televisão locais, os manifestantes obrigaram o fechamento das que ainda permaneciam abertas.

A ex-colônia britânica está há semanas mergulhada em sua pior crise da história recente, com multidões nas ruas. Alguns dos protestos terminaram em violentos confrontos entre policiais e grupos de manifestantes mais radical.

Semanas de protestos

Diante da onda de protestos histórica contra o projeto de lei sobre as extradições para a China, a chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, declarou no dia 9 de julho que o texto “está morto”, mas se negou a anunciar sua retirada, como exigem os manifestantes.

"Seguem existindo dúvidas sobre a sinceridade do governo, e preocupações sobre o fato de que o governo possa relançar o processo junto ao Conselho Legislativo [Parlamento local]. Assim, gostaria de repetir aqui que não existe um plano. Este projeto de lei está morto", garantiu a dirigente à imprensa.

Ela também reconheceu que as tentativas de seu governo para aprovar o projeto de lei, suspenso em junho, foram um "fracasso total". O correspondente da RFI em Hong Kong, Florence de Changy, avalia que essa estratégia de Lam busca jogar a culpa sobre o fiasco da aprovação sobre sua equipe, se eximindo de assumir pessoalmente qualquer responsabilidade.

No dia 1° de julho, manifestantes contrários ao governo de Hong Kong ocuparam o salão principal do Parlamento. Eles picharam as paredes e exibiram uma bandeira da era colonial britânica no plenário.

O governo de Hong Kong imediatamente denunciou a "violência extrema" dos militantes. "Manifestantes radicais invadiram o Complexo do Conselho Legislativo com extrema violência", disse o comunicado. "Esses manifestantes comprometeram seriamente a segurança dos policiais e membros parlamentares. Tais atos violentos são inaceitáveis para a sociedade."

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