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Mundo

Ataque na Somália deixa pelo menos menos 26 mortos

media Imagem do porto de Kismayo, cidade onde ocorreu o ataque na Somália (Foto: Reuters)

De acordo com um balanço divulgado pelo governo neste sábado (13), pelo menos 56 pessoas ficaram feridas no ataque a um hotel na cidade portuária de Kismayo, no sul do país, reivindicado pelos extremistas do grupo Al-Shabaab.

Entre as vítimas, estão quenianos, americanos e britânicos. Dois chineses também ficaram feridos, segundo Ahmed Madobe, presidente do Estado Jubbaland, na região sul da Somália, onde está situada Kismayo. De acordo com ele, todos estavam hospedados no estabelecimento, que fica no centro da cidade e foi totalmente destruído."O prédio está em ruínas, há cadáveres e feridos por toda a parte e as forças de segurança interditaram  a área", disse Muna Abdirahman, uma testemunha ouvida por jornalistas presentes no local.

O hotel Medina foi tomado pelos terroristas na sexta-feira (12) à tarde. Eles explodiram um carro-bomba na entrada do estabelecimento. Em seguida, homens armados entraram no local e enfrentaram as forças de segurança presentes. No hotel estavam hospedados principalmente homens de negócios e políticos que preparavam as eleições presidenciais na região semi-autônoma de Jubaland, prevista para o fim de agosto.

Controle foi retomado neste sábado

A polícia só retomou o controle do hotel na manhã deste sábado (13). O balanço do número de vítimas é provisório, segundo o chefe da segurança local, Abdiweli Mohamed. Os islamistas, que já realizaram várias operações do tipo na capital, Mogadiscio, reivindicaram o ataque em um comunicado, cirticando os oficiais que controlam o país.

O grupo Al-Shabaab, ligado à Al-Qaeda, foi expulso de Mogadiscio em 2011 e de Kismayo em 2012. Seus integrantes ainda representam uma ameaça para a Somália e o Quênia. As tropas dos dois países integram a força da manutenção da paz implantada pela União Africana, que ajuda o governo somali.

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