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Mundo

Londres envia segundo navio de guerra ao Golfo e aumenta tensão com Irã

media Manobras dos navios Avenger, USS Devastator (MCM 6), USS Gladiator (MCM 11), USS Sentry (MCM 3), USS Dextrous (MCM 13), o destroyer de mísseis guiado da classe Arleigh Burke, no Mar Arábico, 6 de julho de 2019. Antonio Gemma Moré/U.S. Navy/Handout via REUTERS

O Reino Unido anunciou nesta sexta-feira (12) o envio de um segundo navio de guerra no Golfo. A decisão vem dois dias após um incidente envolvendo a Marinha iraniana, que tentou, de acordo com Londres, impedir a passagem de um petroleiro britânico no Estreito de Ormuz.

O navio do tipo destroyer HMS Duncan chega na região para dar apoio à fragata HMS Montrose, que já se encontra no local. A intenção é “garantir a liberdade de navegação” para os “navios que transitam nessa via marítima crucial”, indicou um porta-voz do governo britânico. As duas embarcações devem permanecer juntas na região, mas o governo britânico não deu detalhes sobre o período total.

O Reino Unido teria, além disso, soado alerta máximo aos navios britânicos que estão em águas iranianas e dado recomendações de segurança às companhias que operam na região. A tensão em torno do Estreito de Ormuz, pela qual transita quase um terço do petróleo bruto mundial transportado por via marítima, aumentou nesta semana em decorrência de diversos incidentes.

O Irã, acusado por Washignton de ter sabotado petroleiros, nega todas as alegações. Teerã também afirmou que os Estados Unidos estão tentando provocar um choque ao impor sanções severas e um embargo sobre as exportações do petróleo bruto. 

Novas detenções em Gibraltar

Nesta sexta-feira, a polícia de Gibraltar prendeu mais dois oficiais do petroleiro iraniano Grace 1, retido desde a semana passada na região. Ambos são de nacionalidade indiana, como o capião e outro oficial, que foram presos na quinta-feira (11).

O presidente iraniano, Hassan Rohani, deu um alerta ao Reino Unido, dizendo que haveria “consequências” para a retenção do petroleiro em Gibraltar. O Grace 1 é suspeito de transportar petróleo para a Síria, o que representaria uma violação das sanções europeias contra Damasco. O navio continha 2,1 milhões de barris de petróleo, sua capacidade máxima, de acordo com o chefe do governo do território britânico.

As autoridades britânicas afirmam que a ação aconteceu quatro quilômetros ao sul do Rochedo de Gibraltar, em uma área usada pelas embarcações para se reabastecer. O ministro espanhol das Relações Exteriores, Josep Borrell, disse que a ação teria atendido um "pedido dos Estados Unidos ao Reino Unido".

A chancelaria iraniana destacou que “o Reino Unido não tinha nenhum direito de impor as próprias sanções, ou as da União Europeia, contra o país de forma extraterritorial, uma vez que o petroleiro navegava por águas internacionais”. Esta forma de agir é "absolutamente idêntica à política brutal dos Estados Unidos, contra a qual os países europeus sempre protestaram", completa o comunicado do ministério das Relações Exteriores do Irã.

As tensões na região do Golfo aumentaram desde que os Estados Unidos se retiraram em 2018 do Acordo Nuclear Iraniano, assinado em 2015 em Viena pelas grandes potências. Washington afirmou na quinta-feira (11) sua intenção de formar uma coalizão internacional para escoltar os navios comerciais na região. Mas alguns dirigentes europeus permanecem cautelosos quanto à ideia de investir em meios militares numa região tão sensível aos conflitos.

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