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Mundo

Oposição e governo anunciam retomada de diálogo na Venezuela

media Venezuela: rumo à retomada das negociações entre governo e oposição REUTERS/Manaure Quintero

A oposição e o governo venezuelano retomarão nesta semana o diálogo mediado pela Noruega. O anúncio foi feito neste domingo (8) pelo presidente da Assembleia Nacional e líder da oposição, Juan Guaidó, e representantes do presidente Nicolás Maduro. A nova tentativa de retomada das negociações acontecerá na ilha caribenha de Barbados.

Em um comunicado, Guaidó disse que o objetivo da reunião é “estabelecer uma negociação para o fim da ditadura". Reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, o líder opositor insistiu que as negociações buscam abrir caminho para "o fim da usurpação" de Maduro e um governo de transição que convoque "eleições livres".

"As partes se reunirão nesta semana em Barbados para avançar na busca de uma solução negociada e constitucional para o país. As discussões acontecerão de maneira contínua e ágil", informou a Noruega em um texto divulgado neste domingo (7). Concordando com as denúncias de complô contra seu governo, Maduro assegurou em 27 de junho que o diálogo com a oposição "vai continuar" e prometeu avançar "em acordos verificáveis" pela "paz da Venezuela.

Os diálogos em Oslo para resolver a crise política e socioeconômica no país petroleiro foram interrompidos depois que Guaidó denunciou a morte - em 29 de junho - do capitão Rafael Acosta Arévalo, preso e torturado, segundo ele, por ter conspirado contra o regime de Nicolas Maduro. Esta nova rodada é a terceira etapa das negociações iniciada em maio.

Forças Armadas ainda são leais, diz Maduro

Durante o tradicional desfile de 5 de julho para celebrar a independência da Venezuela, Maduro afirmou que na próxima semana haverá "boas notícias" em torno das negociações iniciadas em maio na Noruega. No domingo, durante a cerimônia de formatura de 966 novos oficiais, o presidente venezuelano afirmou que as Forças Armadas, consideradas a principal base de apoio de seu governo, ainda são suas aliadas.

"Agora há Forças Armadas para defender a Venezuela, que ninguém se engane", disse Maduro. Setores da oposição são críticos com o diálogo por considerar que o presidente busca "ganhar tempo". Entretanto, Guaidó pediu a seus apoiadores para não cederem a "intrigas", garantindo que a principal motivação das negociações é "pôr fim ao sofrimento dos venezuelanos". O líder opositor argumentou que receberão em Caracas o representante especial da União Europeia para a Venezuela, Enrique Iglesias, "como parte da ofensiva internacional" contra Maduro.

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