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Mundo

EUA barram declaração na ONU que condena ataque contra migrantes na Líbia

media Imagens de satélite mostra o centro de imigrantes depois do ataque aéreo no subúrbio de Trípoli, Tajoura, Líbia, 3 de julho de 2019. ©2019 Maxar Technologies/Handout via REUTERS

A morte de pelo menos 44 migrantes em um bombardeio aéreo contra um centro de detenção na Líbia provocou comoção internacional. Em uma reunião nesta quarta-feira (3), o Conselho de Segurança da ONU, entretanto, não condenou por unanimidade o ataque, ocorrido na terça-feira (2).

Os Estados Unidos impediram a adoção de uma declaração, proposta pelo Reino Unido condenando o bombardeio, depois de mais de duas horas de reunião. O documento também pediu o cessar-fogo e instou o retorno ao diálogo político. Mas diplomatas dos EUA disseram na reunião que eles precisavam da aprovação de Washington para ratificar o texto, e a discussão terminou sem o aval dos Estados Unidos.

O ataque aconteceu em Tajoura, perto de Tripoli, e foi atribuído pelo governo às forças rivais de Khalifa Haftar, um ex-marechal líbio, engajado em uma ofensiva para tomar a capital desde a queda do ex-ditador Muamar Khadafi, em 2011. Mas o porta-voz das forças pró-Haftar, Ahmad al-Mesmari, desmentiu qualquer envolvimento no ataque, acusando o governo de “fomentar um complô”.

Mais de 600 migrantes moravam no centro de detenção, a maioria do Sudão e da Eritreia. Segundo o responsável do local, Noureddine al-Grifi, 120 migrantes estavam no prédio número 3, que foi atingido em cheio pelo bombardeio. “Havia cadáveres, sangue e pedaços de pele espalhados para todos os lados”, contou Al-Mahdi Hafyan, um marroquino de 26 que ficou ferido no ataque. Ele veio à Líbia para tentar atravessar o mar Mediterâneo e chegar clandestinamente à Europa. Esta é a segunda vez que o centro é atingido desde a ofensiva pro-Haftar, no dia 4 de abril, que tem o apoio dos Emirados Árabes Unidos e do Egito.

ONU pede investigação independente

O emissário da ONU, Ghassan Salamé, condenou uma “carnificina ignóbil e sangrenta”, em um comunicado da Missão da ONU na Líbia. O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu uma “investigação independente” sobre o ataque contra o centro e reiterou seu apelo pedindo um “cessar-fogo" imediato no país.

“A ONU forneceu a localização exata do centro de detenção às duas partes envolvidas no conflito para evitar que ele não seja tomado como alvo”, explicou o porta-voz de Guterres. O drama evidencia a urgência em abrigar refugiados e migrantes até que seus pedidos de asilo sejam aceitos ou que eles sejam repatriados em segurança ao país de origem.” A Organização das Nações Unidas se diz preocupada com o destino de cerca de 3.500 migrantes e refugiados que estão “em perigo em centros de detenção situados perto das zonas de combate.

Depois do ataque, diversas organizações não governamentais expressaram seu “horror” diante dos acontecimentos e pediram uma investigação. O ataque foi condenado pela União Europeia, a União Africana, a França, a Itália, o Catar, a Nigéria e a Turquia.

 

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