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Mundo

Aumentam ataques de hinduístas contra muçulmanos na Índia

media Segundo um relatório americano, o governo de Narendra Modi ignora as denúncias sobre os ataques. REUTERS/Amit Dave

Nos últimos dias, várias agressões contra muçulmanos foram registradas por toda a Índia. Na região oriental de Jharkhand, um jovem de 24 anos foi linchado até a morte. Os ataques têm se banalizado após a chegada da direita hinduísta ao poder em Nova Déli e outras regiões do país.

Antoine Guinard, correspondente da RFI em Nova Déli

Onze pessoas foram presas e dois policiais suspensos na segunda-feira (24), após o linchamento de Tabrez Ansari. Acusado de ter roubado uma moto, o jovem foi amarrado a um poste elétrico e espancado por cerca de dez pessoas durante várias horas, nas proximidades da cidade de Jamshedpur. Os torturadores exigiram que a vítima, muçulmana, recitasse orações a divindades hindus.

A oposição política na Índia se baseou no incidente para atacar o BJP, o partido hinduísta no poder em Jharkhand e Nova Déli. Os militantes argumentam que é o 13° linchamento no Estado e alertaram para a inércia da polícia.

Desde a semana passada, a imprensa indiana vem repercutindo casos similares. Em todos eles, as vítimas muçulmanas foram atacadas e obrigadas, como Tabrez Ansari, a prestar juramento às divindades hindus.

Índia rejeita relatório americano sobre ataque às liberdades religiosas

Em seu relatório anual sobre a proteção das liberdades religiosas no mundo, publicado na última sexta-feira (21), o departamento de Estado americano ressaltou o aumento das violências de grupos hinduístas tendo como alvo a comunidade muçulmana. O governo indiano, em resposta, rejeitou as conclusões do documento.

Para o porta-voz do ministério indiano das Relações Exteriores, Raveesh Kumar, os Estados Unidos e todos os outros países estrangeiros não “têm nenhuma credibilidade para fazer críticas aos cidadãos da Índia”. Segundo ele, os indianos são protegidos por uma Constituição e por uma tradição de “tolerância e pluralismo”.

No texto, a comissão americana apontou um contexto de “violência, intimidação e perseguição” contra as comunidades muçulmanas e “Dalit”, antigamente chamados de “intocáveis”. O relatório também acusa o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi (BJP), de não agir diante do aumento das agressões, registradas até pelos dados oficiais do governo.

Desde que o partido de Modi chegou ao poder, também foi comprovado um crescimento nos ataques de milícias hinduístas contra pessoas suspeitas de transportar ou armazenar carne de boi (na Índia, a vaca é considerada um animal sagrado). O BJP nomeou recentemente diversas pessoas abertamente extremistas e antimuçulmanas para cargos importantes no governo.

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