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Mundo

Irã decide descumprir acordo e enriquecer mais urânio do que permitido

media Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização (OEAI), durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 17 de junho de 2019. ATTA KENARE / AFP

A partir de 27 de junho, o Irã vai ultrapassar o limite de reservas de urânio enriquecido, estabelecido no acordo internacional de 2015 sobre o programa nucelar do país. Após a retirada unilateral dos Estados Unidos desse pacto, Teerã aumenta assim a pressão sobre os outros signatários do texto. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (17) pelo porta-voz da Organização Iraniana de Energia Atômica (OEAI).

“Começou a contagem regressiva para superar os 300 quilos de reservas de urânio enriquecido e, em 10 dias, vamos superar este limite", declarou o porta-voz da OEAI, Behruz Kamalvandi, durante uma entrevista coletiva.

No início de maio, o Irã já havia suspendido alguns de seus compromissos no Plano de Ação Integral, um ano depois do presidente Donald Trump ter retirado os Estados Unidos do acordo e ter retomado as sanções contra o país. Apesar da saída dos americanos, Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China permanecem no pacto. A República Islâmica quer que estes países a ajudem a atenuar os efeitos devastadores das retaliações americanas para sua economia.

Com o tratado, o Irã se comprometeu a reduzir sua capacidade nuclear durante vários anos e a permitir que os inspetores internacionais supervisionassem suas atividades em troca da retirada das sanções. O texto estabeleceu um limite para o número de centrífugas que enriquecem urânio e restringiu o direito do país de enriquecer o produto a não mais de 3,67%, isto é, muito abaixo do nível necessário para produzir a bomba atômica.

Também foi determinado que o Irã poderia exportar urânio enriquecido e água pesada para garantir que as reservas do país permanecessem dentro do limite de produção estabelecido no acordo, mas as recentes restrições dos Estados Unidos tornaram estas exportações praticamente impossíveis.

A decisão de Teerã acontece em um contexto de escalada da tensão com o Washington, depois de incidentes com petroleiros no Golfo de Omã.

EUA prometem garantir navegação no Estreito de Ormuz

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou neste domingo (16) o Irã de ter atacado navios-petroleiros e derrubado um drone americano. Ele prometeu que seu país irá garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, uma via marítima chave para o comércio de petróleo.

Em entrevista à rede CBS, Pompeo confirmou que um drone MQ-9 Reaper dos Estados Unidos caiu em 6 de junho devido ao impacto de um míssil disparado do Iêmen. Segundo avaliações, este ataque teria sido realizado com a ajuda do Irã, indicou o secretário de Estado, sem, no entanto, apresentar provas.

O Comando Central do Departamento de Defesa (Centcom) diz que foi usada no ataque uma versão melhorada do míssil terra-ar iraniano SA-7. Um segundo lançamento de míssil contra um drone americano, desta vez fracassado, foi registrado no mesmo dia do ataque aos petroleiros.

Pompeo não comentou que opções os Estados Unidos estudam para proteger o transporte marítimo ou para punir o Irã após os ataques desta semana aos petroleiros no Golfo de Omã, mas reiterou que o presidente Donald Trump não está buscando uma guerra com aquele país. "O que devem ter em mente é que iremos garantir a liberdade de navegação pelo estreito", afirmou em entrevista ao "Fox News Sunday".

Irã nega acusações

O Irã negou as acusações dos Estados Unidos, assinalando que elas foram feitas "sem provas factuais ou circunstanciais".

Um terço da produção mundial de petróleo transportada pelo mar passa pelo Estreito de Ormuz, canal que faz limite, ao norte, com o Irã e que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

"Este é um desafio internacional, importante para todo o planeta. Os Estados Unidos irão se assegurar de realizar todas as ações necessárias, diplomáticas ou de outro tipo, para obter a liberdade de navegação", assinalou Pompeo.

A tensão crescente traz o temor de novas hostilidades na região. Mas o secretário de Estado americano afirmou que os Estados Unidos não querem uma guerra. Ele alertou que Washington continuará agindo para “dissuadir o Irã da ideia de se envolver neste tipo de comportamento”.

(Com informações da AFP)

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