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Mundo

Meio-irmão de líder norte-coreano tinha encontros regulares com a CIA

media Kim Jong-nam incomodava e sofreu pelo menos duas tentativas de assassinato nos anos 2000. Boêmio, amante do luxo e com uma agitada vida amorosa, ele vivia à procura de protetores. Fotomontagem RFI

Kim Jong-nam, filho ilegítimo de uma relação secreta do falecido líder Kim Jong-il, morreu envenenado no aeroporto de Kuala Lumpur em 2017. Ele tinha teria sido um informante da CIA, segundo uma reportagem do Wall Street Journal, relatada por Le Figaro nesta quinta-feira (13).

“O tema é sensível e tem raízes nos segredos de alcova e nas rivalidades fratricidas no seio da única dinastia comunista do planeta”, comenta Le Figaro.

O jornal estima que as informações sobre os encontros regulares entre Kim Jong-nam, conhecido como o “bastardo de Pyongyang” pode complicar ainda mais o frágil relacionamento entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

Kim Jong-nam estudou no liceu francês de Moscou, tinha uma segunda família em Pequim e vivia sob proteção do serviço secreto chinês. Segundo o pesquisador sul-coreano Cheong Seong-chang, que escreveu um livro sobre os Kim, o filho exilado gostava de dinheiro. “Ele queria viver no luxo. A CIA julgou que as informações que ele oferecia não valiam a pena”, explica Cheong.

O irmão mais velho do atual ditador era um frequentador assíduo de palácios e cassinos. Kim Jong-nam pedia um preço muito elevado para passar para o lado do “inimigo” americano, o que teria gerado a ira de Pyongyang. Já a CIA considerava o preço alto demais para alguém exilado, distante das fontes de informações ao redor do alto escalão.

A reportagem informa que os dois irmãos nunca se encontraram. A marginalização sofrida pelo irmão mais velho aumentava à medida que a influência do herdeiro Kim Jong-un se expandia, enquanto a proteção do pai, cada vez mais frágil, ia se enfraquecendo. Kim Jong-nam incomodava e sofreu pelo menos duas tentativas de assassinato nos anos 2000. Boêmio, amante do luxo e com uma agitada vida amorosa, ele vivia à procura de protetores.

O serviço secreto sul-coreano chegou a lhe oferecer asilo em Seul, sob alta proteção, mas o exilado tinha medo de represálias contra sua família. Desesperado, ele teria feito um apelo ao meio irmão, que teria proposto que ele voltasse à Coreia do Norte. Temendo uma armadilha, ele recusou, precipitando, talvez, a sua queda. “Ele era um cidadão norte-coreano. Ao desobedecer ao líder, ficou à mercê de uma grave punição”, estima o pesquisador Cheong Seong-chang.

“A confirmação sobre os contatos da CIA com a ovelha negra da dinastia Kim cai mal para Washington, quatro meses após um rocambolesco ataque contra a embaixada norte-coreana em Madrid, no qual paira uma sombra sobre a agência americana”, diz Le Figaro. "Dois anos após seu assassinato, o fantasma do “bastado de Pyongyang’ continua a embaralhar as pistas”, conclui a matéria.

 
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