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Mundo

Manifestantes anunciam novos protestos em Hong Kong contra projeto de extradição para China

media Protesto contra lei de extradição termina em confronto em Hong Kong REUTERS/Athit Perawongmetha

Os organizadores dos protestos em Hong Kong estão organizando uma manifestação gigantesca no domingo (16), um dia depois dos violentos confrontos na cidade entre a polícia e os ativistas que criticam um projeto de lei de extradição para a China.

Pelo menos 79 pessoas ficaram feridas nos tumultos, duas em estado grave. A Frente de Direitos Humanos Civis também convocou uma greve em toda a cidade para segunda-feira (17), com o objetivo de manter a pressão sobre o governo para que o projeto de lei seja abandonado.“Convocamos os cidadãos a unir-se às greves trabalhista, escolar e do comércio”, afirmou Jimmy Sham, coordenador do grupo.

O governo de Hong Kong quer que o Conselho Legislativo (conhecido como LegCo, equivalente ao parlamento) aprove uma lei autorizando as extradições nos territórios com os quais não existe um acordo bilateral, incluindo a China continental.

De acordo com as autoridades, o texto preenche uma lacuna jurídica e impedirá que Hong Kong se converta em refúgio para certos criminosos. Segundo o governo, existem sistemas para evitar que a lei sirva para que a China persiga opositores políticos.

"Nenhum país, nenhuma organização, nenhum indivíduo tem o direito de interferir nos assuntos de Hong Kong, que são assuntos exclusivamente internos chineses", afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang. A China recuperou o controle do território em 1997, que até então era uma colônia britânica, após um acordo com Londres.

O regime garante, em princípio, a liberdade de expressão e a independência da Justiça. Além disso o estado de direito e o sistema judicial herdados do Reino Unido são um fator essencial do êxito econômico deste centro financeiro mundial. Mas os opositores acusam a China de não cumprir o acordo e querer limitar as liberdades de Hong Kong antes do prazo estabelecido.

Líder do governo defende projeto

A líder do governo, Carrie Lam, pró Pequim, afirma que o texto respeita normas internacionais e só afetará os autores de crimes graves cabíveis de penas de mais de sete anos de prisão. Os opositores temem que os cidadãos de Hong Kong, assim como as pessoas que transitam pelo aeroporto, fiquem à mercê da justiça chinesa, pouco transparente.

 

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