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Mundo

Índia: sondagens dão vitória a partido de Modi ao final de eleições históricas

media O primeiro-ministro indiano Narendra Modi mostra o dedo com tinta, após ter votado em Ahmedabad no estado de Gujarat, em 23 de abril de 2019. REUTERS/Amit Dave

A Índia terminou neste domingo (19) a votação nas eleições legislativas consideradas as maiores da História. Durante seis semanas, cerca de 900 milhões de eleitores foram às urnas nas eleições legislativas para a escolha dos 543 representantes do parlamento. Pesquisas de boca de urna dão vitória ao partido nacionalista hindu do primeiro-ministro Narendra Modi, que deverá ser reconduzido ao cargo.

Na sétima e última fase do longo processo eleitoral, 120 milhões de indianos das regiões norte e nordeste do país compareceram nas sessões eleitorais.

As dimensões geográficas e demográficas (1,3 bilhão de habitantes) do país, terceira maior economia da Ásia, levaram à realização das eleições legislativas em várias etapas, desde o dia 11 de abril. A participação média do eleitorado foi de 66%, como nos últimos escrutínios. Os resultados oficiais só devem ser publicados a partir de quinta-feira (23).

No entanto, segundo o correspondente da RFI em Nova Déli, Sébastien Farcis, sete institutos de pesquisas e canais de televisão anunciam uma vitória confortável para a direita nacionalista hindu, beneficiada por uma campanha marcada por temas como a segurança nacional e a supremacia do hinduísmo.

Partido governará sozinho ou com alianças?

A questão é saber se o partido Bharatiya Janata Party (BJP) vai conquistar sozinho uma maioria no parlamento, como na legislação anterior, ou se deverá compor uma aliança com partidos regionais. Seu principal adversário é o Partido do Congresso, liderado por Rahul, herdeiro da dinastia Ghandi. Os dois percorreram o país durante toda a campanha, com troca de acusações quase diariamente. Modi, de 68 anos, participou no total de 142 comícios.

A composição do governo vai definir a política dirigida às minorias religiosas na Índia. Durante a campanha, alguns candidatos, por exemplo, qualificaram o Islã de "vírus". O primeiro-ministro se apresentou como o protetor de uma nação hinduísta, que deve se defender dos ataques do vizinho Paquistão, de maioria muçulmana. 

Esta estratégia populista baseada no medo e na dominação da maioria prevaleceu e deve oferecer ao partido de Narendra Modi mais cinco anos à frente do governo indiano.

 

 

 

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