Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 27/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 27/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 27/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 26/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 26/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 26/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 26/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 26/06 09h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Premiê da Austrália comemora vitória "milagrosa" nas urnas

media O primeiero-ministro Scott Morrison celebra a vitória nas urnas com partidários em Sydney, neste sábado 18 de maio. 2019 à Sydney. AAP Image/Dean Lewins/via REUTERS

O primeiro-ministro australiano Scott Morrison se referiu a vitória de sua coalizão política nas eleições legislativas neste sábado (18) como um "milagre".  Seu adversário e líder do Partido Trabalhista, considerado favorito até à véspera da votação, admitiu a derrota nas urnas e entregou o cargo.

"Sempre acreditei em milagres. Como a Austrália é formidável", exclamou Morrison durante a comemoração do triunfo nas urnas diante de seus partidários reunidos em Sydney.

Os primeiros resultados da votação indicam a vitória da coalizão conservadora e liberal atualmente no poder e liderada por Morrison,  que governa o país desde 2013.  Ela teria conquistado 51,7% das intenções de voto, segundo as estimativas. Já o Partido Trabalhista, de oposição, soma 48,3%.

Os resultados das urnas representam uma grande surpresa e contrariam as sondagens que previam uma vitória da oposição com uma ligeira vantagem. A diferença entre os candidatos diminuiu na reta final de campanha, mas a oposição mantinha o favoritismo.

O líder trabalhista Bill Shorten, depois de assumir o fracasso eleitoral, anunciou sua demissão do cargo. "Está certo que o Partido Trabalhista não terá condições de formar o próximo governo", declarou. Ele afirmou ter telefonado para Scott Morrison e cumprimentá-lo pela vitória.

Campanha marcada pela violência

Cerca de 17 milhões de eleitores foram convocados para renovar cadeiras na Câmara baixa do parlamento e no Senado da Austrália, onde o voto é obrigatório. 

O aquecimento climático teve um grande peso durante a campanha eleitoral após um verão marcado por inundações históricas, temperaturas elevadas recordes, além de incêndios florestais pelo país.

O Partido Trabalhista pregou investimentos em projetos para o desenvolvimento de energias renováveis enquanto os conservadores e liberais alertaram para o fim da economia baseada no carvão e ataques aos custos financeiros do programa dos adversários.

Em Sydney, o ex-primeiro-ministro Tony Abbot, que no passado ficou conhecido por qualificar o aquecimento climático uma "bobagem absoluta", perdeu a eleição depois de mais de 25 anos atuando no parlamento.

A campanha eleitoral foi marcada por episódios de violência com candidatos agredidos e outros que abandonaram a corrida eleitoral devido a ataques racistas ou sexistas na redes sociais.

A reta final da campanha foi abalada também pela morte do líder trabalhista Bob Hawke, de 89 anos. Ele dirigiu o governo australiano de 1983 a 1991 e era uma figura política muito popular no país, conhecido pelo perfil de conciliador.

A vitória da coalizão liderada por Morrison foi anunciada pela tevê pública ABC. No entanto, analistas ainda não arriscavam dizer se o premiê, que deverá ser reconduzido ao cargo, vai governar com um maioria ou minoria no parlamento australiano.

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.