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Mundo

Israel reabre pontos de passagem para palestinos da Faixa de Gaza

media O premiê Benjamin Netanyahu aguarda o início de uma reunião ministerial em seu gabinete, neste domingo (12), em Jerusalém. REUTERS/Gali Tibbon

Israel reabriu hoje postos de fronteira entre seu território e a Faixa de Gaza. A passagem de Erez, usada por pedestres, e a de Kerem Shalom, para trânsito de mercadorias, tinham sido fechadas há pouco mais de uma semana em razão de uma onda de ataques iniciados pelo Hamas e a facção Jihad Islâmica em protesto ao longo bloqueio contra o enclave palestino.

No dia 6 de maio, após as mortes de 25 palestinos e 4 civis israelenses, as partes acertaram um cessar-fogo. Os palestinos disseram que Israel aceitou atenuar o bloqueio imposto há dez anos ao anclave palestino governado pelo movimento islâmico Hamas. Na sexta-feira (10), as zonas de pesca ao largo de Gaza tinham sido liberadas pelos israelenses.

Netanyahu quer adiamento de prazo para formar governo

Neste domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que vai pedir ao presidente Reuven Rivlin um prazo adicional para formar um novo governo de coalizão. Ele argumentou que as negociações não puderam ocorrer conforme o previsto devido ao período de festas em Israel e ao agravamento da situação em Gaza. Os israelenses celebraram recentemente a Páscoa, o Dia da Memória do Holocausto e o Dia da Independência de Israel.

O partido do premiê, Likud (direita), conquistou 35 das 120 cadeiras do Parlamento nas eleições legislativas de abril. O próximo governo de coalizão deve ter o apoio de dois partidos ultraortodoxos – a União da Direita, formada por nacionalistas religiosos e o partido nacionalista laico Israel Beitei, do ex-ministro da Defesa Avigdor Liberman – e do partido de centro-direita Kulanu (em português “Todos Nós”), fundado pelo ex-deputado do Likud e atual ministro das Finanças. Com essa aliança, Netanyahu teria maioria de 65 deputados no Parlamento.   

A negociação do futuro gabinete israelense ocorre em paralelo a ações judiciais por suspeitas de corrupção contra o chefe de governo conservador. O procurador-geral fixou a data de 10 de julho para ouvir o depoimento do premiê antes de decidir sobre um eventual indiciamento. De qualquer maneira, de acordo com a legislação israelense, Netanyahu não precisará renunciar caso seja indiciado na Justiça. 

Com informações de agências

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