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Mundo

Novo aumento tarifário de produtos chineses por EUA derruba bolsas de valores em todo o mundo

media O presidente Donald Trump na Casa Branca, no dia 2 de maio Kevin Lamarque / Reuters

O presidente americano, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) um novo aumento tarifário sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. A ameaça de retomada de uma guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais provocou uma queda das bolsas de valores e da moeda chinesa, e  atingiu as praças asiáticas e europeias nesta segunda-feira (6).

Trump publicou hoje uma mensagem no Twitter afirmando que os EUA perdem, todos os anos, entre U$600 e US$ 800 bilhões em trocas comerciais com os chineses. Os produtos chineses eram submetidos a taxas alfandegárias de 10% quando entravam nos Estados Unidos e devem subir para 25% a partir de sexta-feira. A decisão aumenta a pressão sobre Pequim a respeito de um acordo comercial.

O presidente americano pretende reequilibrar o comércio entre os dois países e reduzir o déficit bilateral dos Estados Unidos (US$ 378,73 bilhões em 2018, incluindo o excedente de serviços).

O governo chinês anunciou que sua equipe está pronta para viajar a Washington, sem confirmar se o vice-premiê, Liu He, continuará a liderar a delegação chinesa. Em princípio, uma nova reunião em Washington está programada para quarta-feira, mas a China não confirmou a data.

"Os Estados Unidos já ameaçaram aumentar suas tarifas diversas vezes", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês,  Geng Shuang, durante uma coletiva acompanhada pelo correspondente da RFI em Pequim, Stéphane Lagarde, nesta segunda-feira. "A posição da China sempre foi clara e os EUA as conhece bem. Todo mundo no país está preocupado com o que vai acontecer daqui para a frente, e a delegação chinesa se prepara para ir aos Estados Unidos para negociar", disse.

Pequim promete comprar mais produtos americanos

Enquanto isso, os índices chineses afundavam nesta segunda-feira. A bolsa de Xangai perdia mais de 5% em seu fechamento e a de Shenzhen mais de 7%. A moeda chinesa, o yuan, chegou a perder mais de 1% esta manhã em relação ao dólar, mas se recuperou no período da tarde para terminar em queda de apenas 0,7%.

Por enquanto, a administração Trump garante que a economia dos EUA não é afetada pelo conflito, ao contrário da economia chinesa, que registrou no ano passado seu crescimento mais fraco em quase trinta anos.

No domingo, o presidente americano mais uma vez afirmou que as tarifas pagas pela China contribuíram, "em parte, aos excelentes resultados econômicos" dos Estados Unidos, enquanto que o crescimento no país primeiro trimestre subiu 3,2%. No entanto, muitos economistas alertam para as repercussões a longo prazo para a principal potência econômica do mundo.

Alguns fabricantes americanos, que importam produtos chineses sob tarifas, já lamentam os custos crescentes, enquanto especialistas concordam que os consumidores americanos sofrerão com o aumento dos preços dos bens de consumo. Até agora, Pequim prometeu comprar mais produtos americanos, principalmente dos setores agrícola e de energia.

 

 

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