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Mundo

Israel fecha pontos de fronteira e áreas de pesca na Faixa de Gaza

media Israel bombardeou a Faixa de Gaza neste sábado (4). REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

O governo israelense anunciou neste sábado (4) o fechamento dos pontos de fronteira com a Faixa de Gaza e o acesso às áreas de pesca. As medidas são uma resposta aos disparos de foguetes palestinos que caíram mais cedo em Israel.

O fechamento foi anunciado pela unidade do Ministério da Defesa israelense, que supervisiona as passagens de fronteira. O governo de Israel não indicou por quanto tempo pretende aplicar a medida. No início de abril, o país havia reduzido as restrições impostas aos pescadores palestinos da Faixa de Gaza, ampliando a 15 milhas náuticas a zona de pesca nas costas do território.

Quase cem foguetes lançados de Gaza caíram neste sábado em Israel, que respondeu ao ataque com bombardeios e disparos de tanques contra as posições do grupo armado Hamas, segundo o exército hebreu. Ao menos um palestino morreu.

Nova escalada de violência

Essa escalada, a mais importante em várias semanas, ocorre após manifestações violentas na sexta-feira (3) na fronteira de Gaza. Quatro palestinos, incluindo dois membros do Hamas, foram mortos em uma ofensiva israelense contra o enclave. Israel afirmou ter lançado o ataque depois que dois soldados israelenses foram feridos em confrontos na fronteira.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste sábado que se reunirá com autoridades de segurança do país. Já o Hamas prometeu responder à agressão. A comunidade internacional teme que esse seja o início de um novo conflito na região.

No final de março, sob a liderança do Egito e da ONU, um cessar-fogo foi negociado, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel. A trégua permitiu manter uma relativa calma durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas na terça-feira (30), Israel reduziu a zona de pesca autorizada na costa de Gaza depois que militantes palestinos lançaram um foguete em seu território. O artefato caiu no Mar Mediterrâneo. O exército israelense acusou a Jihad Islâmica, um grupo aliado do Hamas.

Uma delegação do Hamas e seu líder, Yahya Sinwar, deixaram o enclave na quinta-feira (2) em direção ao Cairo para discutir com autoridades egípcias uma nova trégua. Mas a tensão voltou a subir na sexta-feira durante os protestos na fronteira de Gaza com Israel.

Mais de um ano de protestos

Desde março de 2018, palestinos protestam na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel contra o bloqueio no enclave, em um movimento chamado de a "Grande Marcha de Retorno". Os manifestantes também pedem o retorno dos refugiados palestinos que foram expulsos ou tiveram que deixar suas terras após a criação de do Estado hebreu, em 1948.

Pelo menos 270 palestinos foram mortos desde o início da mobilização, em manifestações ou em ataques israelenses em retaliação. Do lado israelense, dois soldados morreram.

Os organizadores das manifestações e o Hamas asseguram que o movimento da "Grande Marcha de Retorno" é independente. Mas Israel acusa o grupo armado de orquestrar a mobilização dos palestinos.

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