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Mundo

"Rotas da seda da China propõem modo de governança alternativo", diz pesquisadora francesa

media O presidente chinês Xi Jinping fala sobre a rota da seda em Beijing, nesta sexta-feira (26) FRED DUFOUR / AFP

O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (26), na abertura de uma reunião em Pequim, a iniciativa das Novas Rotas da Seda, com a proposta de projetos "verdes", financeiramente viáveis e sem corrupção, na abertura de uma reunião em Pequim.

O presidente da segunda maior economia mundial celebrou pela segunda vez uma reunião de cúpula dedicada às Novas Rotas da Seda, uma iniciativa que pretende construir infraestruturas em países em desenvolvimento na Ásia, Europa e África.O objetivo é estreitar as relações entre o gigante asiático e seus principais sócios comerciais, dos quais Pequim necessita para assegurar tanto suprimentos como seus mercados de consumo.

“Entramos em uma espécie de competição em termos de modelo econômico e de governança política”, disse em entrevista à RFI Alice Ekman, pesquisadora do Instituto francês de Relações Internacionais. "Ouvindo atentamente as declarações dos dirigentes chineses, percebe-se que eles acreditam que podem contribuir com os países em desenvolvimento”, afirma.

“A China se coloca como um país que traz soluções. As rotas da Seda estão lá para propor esse modo de governança alternativo, em um contexto de tensão entre o país e os Estados Unidos.” Os críticos afirmam que a iniciativa favorece as empresas chinesas e que os projetos representam "uma armadilha de dívida" para as nações beneficiárias dos empréstimos concedidos pelos bancos chineses.

"Desenvolvimento verde"

Para rebater as críticas, Xi Jinping defendeu projetos "viáveis" para os orçamentos dos países participantes. "Tudo deve ser feito de forma transparente e devemos ter tolerância zero com a corrupção", afirmou o presidente em um discurso de 30 minutos. O presidente chinês disse que seu país também promoverá o desenvolvimento "verde". Alguns projetos, como as represas e as centrais de carvão, são considerados poluidores.

Desde o lançamento do programa, em 2013, a China investiu US$ 89 bilhões em vários projetos e os bancos emprestaram entre US$ 195 e 295 bilhões, de acordo com Pequim. Como já fez diversas vezes desde que Donald Trump assumiu a presidência americana, Xi pediu claramente que os países digam "não" ao protecionismo, um apelo repetido pelo presidente russo, que discursou depois do chinês.

A Itália foi o primeiro país do G7 que se uniu à iniciativa, no mês passado. O primeiro-ministro do italiano, Giuseppe Conte, era o único dirigente de um grande país ocidental presente em Pequim nesta sexta-feira (26), ao lado do primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e do presidente suíço Ueli Maurer. Também estava na conferência o presidente egípcio Abdel Fatah al Sissi.

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