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Mundo

Iraque propõe julgar jihadistas estrangeiros do EI em troca de US$ 2 bilhões

media Mulheres de jihadistas entregues às forças curdas na Síria. © RFI / Sami Boukhelifa

O Iraque propôs nesta quarta-feira (10) aos integrantes da coalizão internacional de julgar os jihadistas estrangeiros, suspeitos de ter lutado ao lado do grupo Estados Islâmico. Mas, em troca, quer receber pelos menos US$ 2 bilhões, indicaram responsáveis do governo iraquiano.

O retorno dos cerca de mil jihadistas estrangeiros, que lutavam ao lado do EI e foram presos pelas foças curdas na Síria, é uma questão muito sensível nos países de origem desses combatentes. A França, por exemplo, não elaborou até agora nenhum plano para repatriar os franceses radicalizados detidos na Síria.

As autoridades francesas estabeleceram recentemente uma lista de 250 pessoas - homens, mulheres e crianças- retidas no país. Temendo reações contrárias da opinião pública, o governo apresenta como “uma hipótese de trabalho” o retorno desses jihadistas e suas famílias, revela a imprensa francesa.

Barganha

Bagdá propõe uma outra solução, que resolveria esse dilema das capitais ocidentais. Um responsável governamental iraquiano, que preferiu manter o anonimato, revelou à AFP que o país está disposto a julgar esses estrangeiros em troca de uma indenização. Segundo ele, os US$ 2 bilhões serviriam para cobrir os custos ligados à prisão dos jihadistas no país. O cálculo foi feito com base na experiência da prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

O Iraque já condenou à morte ou à prisão perpétua centenas de estrangeiros que lutaram ao lado do grupo EI. O país está prestes a julgar 12 franceses que foram transferidos da Síria. A justiça iraquiana considera que tem competência para realizar os julgamentos porque o califado do EI se estendia da Síria até o Iraque.

“Os 52 países de origem desses militantes radicalizados têm um problema, nós temos a solução”, salientou o responsável. A proposta foi feita na semana passada à coalizão internacional que combate o EI, mas até agora nenhum país deu uma resposta. O julgamento no país árabe pode representar um problema para União Europeia, contrária à pena de morte que é aplicada no Iraque.

(Com informações da AFP)

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