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Mundo

Para OLP, promessa de Netanyahu de anexar colônias israelenses na Cisjordânia é cínica

media Com promessa de anexação das colônias na Cisjordânia ocupada, Netanyahu pretende atrair eleitorado conservador. REUTERS/Ammar Awad

A promessa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de anexar as colônias na Cisjordânia ocupada se vencer as eleições legislativas na terça-feira (9) acirra ainda mais os ânimos com os palestinos. O anúncio irritou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). 

Para Saeb Erakat, alto dirigente da OLP, a declaração de Netanyahu "não é surpreendente". "Israel vai continuar a violar cinicamente a lei internacional durante muito tempo, enquanto a comunidade internacional deixará o Estado hebreu recusar suas obrigações em toda a impunidade, particularmente com o apoio da administração Trump", publicou em sua conta no Twitter. 

As colônias instaladas em territórios palestinos ocupados por Israel desde 1967 são ilegais do ponto de vista do direito internacional, consideradas como um grande obstáculo para a paz. Para especialistas sobre a questão, a anexação poderia significar a morte definitiva da solução conhecida como "dois Estados", ou seja, a criação de um Estado palestino junto a Israel. 

Promessa de campanha

A promessa de Netanyahu acontece a poucos dias das eleições legislativas israelenses. Com o anúncio, o premiê pretende conquistar votos da ala mais conservadora da sociedade. 

"Aplicarei a soberania sem fazer distinções entre os [maiores] blocos de colônias das implantações isoladas", disse Netanyahu em entrevista à emissora de TV israelense 12, em referência às colônias israelenses de superfície variável na Cisjordânia.

As últimas pesquisas de opinião apontam para um epate técnico entre Netanyahu e Benny Gantz - líder do centrista Azul e Branco. Ex-chefe do Estado-Maior israelense, o adversário se apresenta como o único capaz de bater o premiê, no poder há 10 anos.

Gantz propõe à população mão forte para defender o país, uma visão liberal sobre questões sociais e religiosas e, acima de tudo, uma alternância a Netanyahu. Também não poupa críticas ao rival. 

"Nos dias em que eu dirigia a unidade de combate Shaldag em operações em território inimigo arriscando nossas vidas, você, Benjanim Netanyahu, passava com coragem e determinação de uma sessão de maquiagem para outra para aparecer na televisão", afirmou Gantz, em fevereiro. "Israel deve escolher: Bibi antes de tudo ou Israel antes de tudo", resumiu.

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