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Mulher transgênero brasileira é a primeira a celebrar uma união civil em Roma

Mulher transgênero brasileira é a primeira a celebrar uma união civil em Roma
 
Leila Daianis, reconhecida ativista dos direitos LGBT em Roma e investida pelos poderes da lei, celebrou a união de uma trans brasileira com um italiano. R. Belincanta

Quase três anos após a promulgação da lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo na Itália, pela primeira vez uma transexual conduziu uma celebração oficial. Leila Daianis, reconhecida ativista dos direitos LGBT em Roma e investida pelos poderes da lei, celebrou a união de uma trans brasileira com um italiano.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma

Ana e Cláudio (nomes fictícios) assinaram o contrato civil na quinta-feira (28),
na sala 310 do prédio da primeira seção da prefeitura. Um laço arco-íris
pendurado na porta dava as boas-vindas ao público naquela que é uma das
três salas destinadas às uniões civis homosexuais da capital italiana, a única
sem custos para os cidadãos.

“Mudou muita coisa, é uma conquista muito importante e agora estou muito
melhor”, desabafou emocionada Ana.

Leila, por sua vez, conta que a autorização da prefeitura – com a qual ela
trabalha num projeto de conscientização para transexuais – demorou cerca de
dois meses. “Quando o casal me pediu se eu poderia celebrar eu disse sim,
absolutamente. Então fiz toda a parte burocrática, a direção aprovou e hoje
peguei a documentação assinada pela prefeita de Roma”, disse à RFI Brasil.

Investida pelos poderes da lei Cirinnà, Leila confessou que celebrar a união foi
algo histórico. “Já fiz de tudo na minha vida e hoje celebrei uma União Civil. Eu tive muita sorte de ter militado por muitos anos no Circolo di Cultura Omosessuale Mario Mieli e também na Libellula. Acho que foi uma grande conquista e para mim e foi muito emocionante”, declarou.

Além da conquista pessoal após anos de luta em defesa das transexuais
brasileiras em Roma e na Itália, Leila também explica o porquê dessa
celebração ter sido um marco para as uniões civis. “Serve também como
utilidade para a comunidade LGBT, porque é preciso assumir que um
problema burocrático é um problema burocrático. E hoje uma pessoa, seja ela
trans feminina ou trans masculino, tem a possibilidade de unir-se com o
mesmo gênero”.

Lei Cirinnà

A lei 76 promulgada em 20 de maio de 2016 leva o nome da senadora Monica
Cirinnà, que apresentou o projeto de lei. A primeira união civil entre pessoas
do mesmo sexo em Roma foi celebrada em setembro de 2016. Desde lá, mais
de mil casais homosexuais foram reconhecidos diante da lei.

Já em toda a Itália, os dados mais recentes contabilizam as uniões realizadas
entre julho de 2016 a 31 dezembro 2017: no total foram 6.712 uniões civis, das
quais, 2.030 celebradas a casais lésbicos e 4.682 a casais gays. O Instituto
Nacional de Estatística italiano (Istat) deverá divulgar novos números das
uniões civis na Itália em junho próximo

 

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