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Mundo

Netanyahu interrompe visita aos EUA depois de tiro de foguete no norte de Tel-Aviv

media Premiê israelense encurta viagem aos Estados Unidos depois que foguete lançado de Gaza deixa 7 feridos em Israel REUTERS/Ammar Awad

As Forças Armadas israelenses anunciaram nesta segunda-feira (25) o envio de reforços no sul do país depois de um tiro de foguete proveniente de Gaza que deixou sete feridos leves no norte de Tel-Aviv. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu encurtar sua visita aos Estados Unidos, onde chegou neste domingo (24), prometendo represálias.

O tiro de foguete disparado do território palestino é inédito por conta de seu alcance – cerca de 120 quilômetros segundo o exército israelense. Ele atingiu uma casa em Mishmeret, localidade perto da capital. Quatro adultos e um bebê de seis meses foram hospitalizados.

O ataque gerou novas tensões entre Israel e o movimento Hamas, que controla a faixa de Gaza desde 2007. Em Washington, Netanyahu denunciou um “ataque criminoso contra Israel” e prometeu uma resposta “forte”, que deve acontecer nas próximas horas, de acordo com a imprensa local.

As autoridades israelenses acusam o Hamas pelo tiro, de fabricação local, a partir de posições próximas de Rafah. Em um comunicado, o exército israelense informou que enviará duas brigadas para o sul do país, e que convocará reservistas para tarefas específicas.

O grupo Jihad islâmico, segundo grupo armado de Gaza depois do Hamas, preveniu que sua reação seria à altura da “agressão” de Israel. O ataque acontece em plena campanha eleitoral israelense, a apenas duas semanas das legislativas do dia 9 de abril.

Retorno antecipado

O primeiro-ministro israelense, em visita aos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (25) que voltará imediatamente ao país para “dirigir de perto as operações” e cancelou sua agenda. Ele foi recebido pelo presidente americano, Donald Trump, neste domingo (23). Israel já anunciou o fechamento de pontos de passagem para as pessoas e bens entre seu território e a Faixa de Gaza.

O exército israelense reage sistematicamente aos tiros de foguete oriundos de Gaza, visando posições militares do Hamas. Israel e o grupo já se enfrentaram em três guerras na região desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza. A comunidade internacional se recusou a reconhecer sua vitória nas eleições parlamentares palestinas. Em 2018, a tensão voltou a crescer: 218 moradores de Gaza foram mortos por tiros israelenses.

Hamas ainda não assumiu ataque

O Hamas ainda não se pronunciou oficialmente, e, segundo a imprensa israelense, os tiros podem ter atingido Tel-Aviv por engano durante uma intervenção técnica de manutenção. As tensões surgem alguns dias antes do dia 30 de março, primeiro aniversário da Grande Marcha do Retorno, mobilização contra o bloqueio israelense e pelo direito dos palestinos de voltar ao território desde que foram expulsos, em 1948.

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