Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 22/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 22/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Nova Zelândia decide endurecer legislação sobre armas após ataque a mesquitas

media Policial patrulha a mesquita Masjid al-Noor, no dia seguinte ao ataque que deixou 49 mortos em Christchurch. REUTERS/Jorge Silva

O australiano Brenton Tarrant, 28 anos, autor do ataque que matou 49 fiéis muçulmanos e deixou cerca de 50 feridos em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, compareceu na manhã deste sábado (16) a um tribunal da cidade, onde foi indiciado por homicídio. Ao entrar na Corte, ele fez o gesto dos supremacistas brancos. A primeira-ministra do país anunciou que vai mudar a legislação para restringir o porte de armas.

Algemado e vestido com uma camisa de presidiário, o fascista confesso ouviu impassível a acusação por homicídio. Ele não pediu fiança e ficará preso até o dia 5 de abril, quando deverá ser indiciado por outras acusações. A breve audiência foi realizada a portas fechadas por razões de segurança. De vez em quando, o extremista de direita olhava para os profissionais da imprensa presentes no tribunal. Do lado de fora, agentes de elite fortemente armados faziam a segurança em todos os pontos de acesso ao edifício.

A polícia neozelandesa fez buscas e apreensão na casa onde o ex-preparador físico morava, em uma cidade no interior da Nova Zelândia. O supremacista branco tinha autorização de porte de armas e possuía cinco armas pesadas, incluindo dois fuzis semiautomáticos. Tarrant também era membro de um clube de tiro.

A primeira-ministra Jacinda Ardern afirmou que o australiano residia no país de "forma esporádica". Ela prometeu endurecer a legislação local sobre o acesso às armas. As regras na Nova Zelândia são mais leves do que na vizinha Austrália, que adotou um regime rigoroso de controle de armas após um massacre similar em 1996.

"O simples fato de que este indivíduo obteve uma licença e adquiriu armas com esse poder, faz com que as pessoas busquem claramente uma mudança, e eu estou comprometida com isso", afirmou Ardern em entrevista coletiva. De acordo com a premiê, nem Tarrant nem as duas outras pessoas que permanecem presas estavam sob vigilância das agências de inteligência. "Pedi a nossas agências nesta manhã que trabalhem rapidamente para investigar se havia alguma atividade nas redes sociais que poderia ter desencadeado uma resposta", declarou.

Segundo informações preliminares, uma das armas usadas por Tarrant era um fuzil AR-15, o mesmo modelo usado em vários massacres nos Estados Unidos, incluindo o da escola Sandy Hook, em 2012.

Imã diz que muçulmanos não perderam a confiança no país

O imã da mesquita de Linwood, que escapou ileso do tiroteio, disse que extremistas "jamais vão abalar a confiança dos muçulmanos". "Ainda amamos este país", declarou o líder religioso Ibrahim Abdul Halim.

Entre os mortos, há vários homens, mulheres e crianças. Países como Turquia, Bangladesh, Indonésia e Malásia prestam assistência consular para ajudar na identificação das vítimas. Um saudita foi morto e outro ficou ferido, segundo a emissora de TV Al-Arabiya. Ao menos dois jordanianos estão entre os falecidos, segundo o ministério das Relações Exteriores da Jordânia, enquanto o porta-voz da chancelaria paquistanesa, Mohammed Faisal, disse que cinco cidadãos de seu país estavam desaparecidos.

O australiano documentou sua radicalização e os dois anos de preparativos para o ataque em um longo e rebuscado 'manifesto', repleto de ideias conspiratórias. No texto, ele cita o Brasil como exemplo de fraqueza, um país que não avança devido à sua população miscigenada.

O vídeo em que registrou ao vivo no Facebook sua ação mostra um atirador implacável indo de sala em sala, matando uma vítima de cada vez, atirando nos feridos à curta distância enquanto eles tentavam rastejar para longe na principal mesquita de Christchurch.

Entre os sobreviventes estão 17 membros de um time de críquete de Bangladesh, cuja partida contra a Nova Zelândia no sábado foi adiada, e um palestino que fugiu e conseguiu se salvar após ver uma vítima ser baleada na cabeça.

O ataque chocou os neozelandeses, acostumados com índices de violência de 50 homicídios ao ano. O país, de 4,8 milhões de habitantes, tem orgulho de se apresentar como uma nação tolerante e aberta aos estrangeiros.

Com informações de agências internacionais

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.