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Mundo

Venezuela: depois de apagão, Maduro e Guaidó convocam novos protestos no país

media Vista de Caracas durante o apagão desta quinta-feira (9) REUTERS/Manaure Quintero NO RESALES. NO ARCHIVES. TPX IMAGES OF

O presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, e o chefe de Estado Nicolas Maduro pediram a seus partidários que manifestassem nas ruas neste sábado (10), depois da pane de energia que mergulhou o país no caos nesta quinta-feira (8).

Em uma mensagem no Twitter, Guaidó, reconhecido por cerca de 50 países, pediu ao povo venezuelano que se “posicionasse massivamente contra o regime usurpador, corrupto e incapaz que mergulhou o país no obscurantismo”. Nicolás Maduro também pediu aos seus partidários que se mobilizassem para desfilar contra o "imperialismo". Para ele, o apagão foi “encomendado” pelos Estados Unidos.

O governo venezuelano anunciou nesta sexta-feira (9) que forneceria à ONU “provas” da responsabilidade de Washington, que serão transmitidas a uma delegação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O motivo do corte de energia ainda não foi esclarecido. Especialistas acusam o governo socialista de não ter investido na manutenção da infraestrutura por conta da crise econômica.

A companhia de energia estatal, Corpoelec, denunciou uma sabotagem da central hidrelétrica venezuelana de Guri, a mais importante do país e uma das principais da América Latina. A pane provocou o cancelamento de voos, suspensão de aulas nas escolas, saques e prejudicou ainda mais o atendimento nos hospitais.

Sem energia, cadáveres do Instituto Médico Legal entram em putrefação

A falta de energia teve início na quinta-feira (8), por volta das 16h50 no horário local, e atingiu Caracas e praticamente todos os 23 estados da Venezuela. A luz voltou parcialmente na sexta-feira em algumas regiões, mas caiu novamente. A distribuição de água foi interrompida e o serviço de telefonia e internet é instável. Nos hospitais, a situação é dramática. Os estabelecimentos equipados com geradores de energia atendem apenas os casos urgentes e pacientes já morreram porque os equipamentos respiratórios pararam de funcionar.

No Instituto Médico Legal da capital, onde as famílias aguardam a identificação dos mortos, as câmaras frias pararam de funcionar e os cadáveres entraram em putrefação. No aeroporto internacional de Maiquetia, o principal de Caracas, centenas de pessoas esperam a retomada dos voos, sem banheiro ou restaurantes à disposição. A retirada de dinheiro nos caixas eletrônicos também foi suspensa.

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