Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 15/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 15/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 15/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 15/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 15/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Rússia e China vetam projeto de resolução na ONU sobre ajuda humanitária

media Rússia e China vetam projeto de resolução na ONU que viabiliza entrada de ajuda humanitária (Foto: Reuters)

A Rússia e a China vetaram nesta quinta-feira (27) um projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos na ONU que exigia a realização de eleições "justas" na Venezuela, mas a proposta de Moscou também não obteve os votos necessários.

O texto americano, que também pede a entrada "sem exigências" de ajuda humanitária no país, recebeu o apoio de nove dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, entre eles França, Grã-Bretanha, Alemanha, Peru e República Dominicana. A África do Sul votou contra, enquanto Indonésia, Guiné Equatorial e Costa do Marfim se abstiveram.

O texto russo citava "ameaças do uso da força" na Venezuela e obteve apenas quatro votos a favor (Rússia, China, África do Sul e Guiné Equatorial), sete contra e quatro abstenções. A votação evidenciou a divisão entre as potências mundiais na ONU sobre uma possível solução para a situação no país, mergulhado numa grave crise política e com sua economia em colapso.

Divergências entre russos e americanos

"Lamentavelmente, ao votar contra esta resolução, alguns membros deste Conselho continuam protegendo Maduro e seus cúmplices e prolongando o sofrimento dos venezuelanos", lamentou no Conselho o representante americano para Venezuela, Elliott Abrams, que, apesar do resultado, celebrou o apoio recebido pela proposta.

“Os Estados Unidos parecem ter esquecido o que é o direito internacional. A única coisa que desejam é uma mudança de governo, disfarçada de assistência humanitária", declarou o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia. "Já vimos isso na Líbia, Iraque, Síria e Afeganistão", exemplificou.

O texto americano frisava que o governo de Maduro provocou um "colapso econômico", e que era necessário impedir o agravamento da crise humanitária, possibilitando o "ingresso sem exigências" de mantimentos. O projeto de resolução também estabelecia a realização de "eleições livres, justas e confiáveis", com a presença de observadores internacionais, e descrevia a reeleição de Maduro em maio passado como "fraudulentas."

Após a votação, o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, denunciou o "roubo de mais de US$ 30 bilhões" do povo venezuelano por parte dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, que bloquearam seus ativos. Para os russos, a proposta americana gerava preocupação pelas "ameaças do uso da força" na Venezuela e "tentativas de intervenção em assuntos" internos do país.

Moscou defende uma "solução política" e "pacífica" para a crise. Para o país, o governo de Maduro é o único que tem autoridade para solicitar ajuda e coordenar sua entrada e distribuição. A Venezuela atravessa a pior crise de sua história moderna, com hiperinflação e uma escassez de alimentos e medicamentos que já provocou o exílio de 2,7 milhões de pessoas desde 2015.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.