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Mundo

Índia e Paquistão divergem sobre mortes de extremistas após retaliação na Caxemira

media "Mirage 2000H" da força aérea indiana. Prakash SINGH / AFP

Duas semanas após o atentado suicida que matou 40 soldados indianos na Caxemira, a Índia respondeu nesta terça-feira (26) com uma "bombardeio preventivo e cirúrgico" contra um campo de treinamento da organização extremista Jaish-e-Mohammed (JeM, Exército de Maomé), localizado em uma área controlada pelo Paquistão.

As autoridades indianas alegaram que o grupo armado, um mais ativos da rebelião separatista na Caxemira, preparava novos atentados suicidas na Índia. O JeM reivindicou o ataque de 14 de fevereiro, o mais grave ocorrido nos últimos 30 anos entre as duas potências nucleares.

Os bombardeios da força aérea indiana duraram apenas 20 minutos e foram realizados por 12 caças Mirage 2000, de fabricação francesa, na cidade de Balakot.

O balanço da operação é controvertido. Nova Délhi afirma ter matado 300 combatentes, instrutores e comandantes jihadistas. Mas Islamabad nega o sucesso da retaliação aérea. O campo de treinamento visado ficava em uma floresta, no topo de uma colina, afastado da população civil, explicou o chanceler indiano, Vijay Gokhale.

Base terrorista dizimada?

O Paquistão tem duas localidades com o nome de Balakot: uma situada praticamente na linha de cessar-fogo na Caxemira e outra na província de Khyber Pakhtunkhwa. O governo indiano não revelou qual das duas foi atacada.

O Paquistão anunciou mais cedo que respondeu a uma breve incursão da Força Aérea indiana sobre a Caxemira. "A Índia violou a linha de controle" (que serve de fato como fronteira entre os dois países na Caxemira), acusou o porta-voz das Forças Armadas paquistanesas, o general Asif Ghafoor, no Twitter. "A Força Aérea foi mobilizada. Os aviões indianos foram embora", completou.

Os caças indianos fizeram a incursão do lado do setor de Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa, indicou o militar em um segundo tuíte. De acordo com o general, os aviões indianos liberaram às pressas uma carga, que caiu perto de Balakot. "Não há vítimas nem danos", escreveu o militar. Ghafoor publicou fotos que mostram, segundo ele, o impacto da carga e pedaços de metal retorcido em uma parte da floresta.

Iniciativa arriscada

A Índia acusa o Paquistão de apoiar as incursões de extremistas islâmicos e a rebelião armada na Caxemira, o que o governo paquistanês nega. As duas potências nucleares do sul da Ásia disputam há sete décadas a região himalaia de Caxemira.

"A existência de infraestruturas de treinamento tão grandes, capazes de formar centenas de jihadistas, não pode funcionar sem que as autoridades percebam", afirmou o diplomata indiano.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, reuniu nesta terça-feira o comitê de segurança. O atentado de 14 de fevereiro provocou uma onda de indignação na Índia, com pedidos de represália. O primeiro-ministro Modi cultiva uma imagem de político duro e deseja disputar um segundo mandato.

Islamabad, que nega facilitar as ações de jihadistas na Caxemira indiana assim como as atividades dos rebeldes separatistas armados, já ameaçou responder em caso de represália indiana.

Na sexta-feira o governo anunciou que assumiu o controle de um complexo suspeito de funcionar como a sede do grupo JeM em Bahawalpur (centro), frequentado por 600 estudantes e 70 professores, segundo o ministério do Interior.

Diante do risco de escalada, a União Europeia e a China fizeram apelos para as duas partes evitarem a violência.

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