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Mundo

Iraque vai julgar treze terroristas franceses capturados na Síria

media O presidente do Iraque, Barham Saleh, foi recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris, em 25 de fevereiro de 2019. Christophe Ena/Pool via REUTERS

Treze franceses acusados ​​de serem combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) foram entregues pelas forças árabes-curdas da Síria às autoridades iraquianas, segundo informações de uma fonte do governo em Bagdá nesta segunda-feira (25). De acordo com o presidente iraquiano, Barham Saleh, em visita à França, eles devem ser julgados pela lei do país.

Centenas de jihadistas estrangeiros estão sendo mantidos na Síria pelas Forças Democráticas da Síria (SDF). A aliança árabe-curda lançou uma ofensiva para cercar os combatentes do Estado Islâmico em seu último reduto no leste do país. Um total de 280 iraquianos acusados ​​de serem jihadistas do EI foram entregues às autoridades iraquianas desde quinta-feira (21).

Segundo Hicham al-Hashemi, especialista em movimentos jihadistas, a transferência dos 13 franceses acusados ​​de pertencer ao EI foi realizada em coordenação com a coalizão antiterrorista liderada pelos Estados Unidos, da qual a França participa. "Aqueles que foram transferidos não são altos comandantes do EI, mas são uma mina de informações sobre a estrutura do grupo na Europa, tanto em redes jihadistas francesas quanto no recrutamento de células", disse Hashemi.

Esses supostos jihadistas também lutaram contra as tropas do governo no Iraque, o que deverá levar a um julgamento local em Bagdá, em vez de uma extradição para a França, disse o presidente iraquiano, Barham Saleh, em visita ao país. Um francês e uma alemã foram condenados à prisão perpétua em agosto de 2018 e cem jihadistas foram condenados à morte por pertencerem ao grupo extremista.

Cerca de 50 adultos e 80 crianças nas mãos de forças árabes-curdas podem ser repatriados da Síria para a França, disseram fontes francesas, uma estimativa ainda não confirmada pelas autoridades. Mas para a Human Rights Watch (HRW), a transferência de suspeitos de jihadistas estrangeiros e suas famílias deve ser “transparente”.

"Estamos confiantes de que após a sua chegada à França, haverá um sistema preparado para recebe-los. O que nos preocupa é o que acontecerá até lá. Estamos em um momento de incertezas", disse Nadim Houry, diretor do programa de Terrorismo e Contra-Terrorismo da ONG.

“Não se deve cantar vitória cedo demais”

O presidente iraquiano, Barham Saleh, alertou nesta segunda-feira em Paris contra uma possível euforia após a vitória sobre a organização do grupo Estado Islâmico (EI), dizendo que isso não significa o fim da ameaça terrorista. "Este não é o fim do extremismo e do terrorismo que conhecemos", disse Saleh durante um discurso no Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri).

"A missão ainda deve ser cumprida", incluindo "abordar as causas básicas" que levaram ao surgimento do EI, disse o chefe de Estado, citando a necessidade de incluir todas as comunidades iraquianas no sistema político, no desenvolvimento econômico para a solução política do conflito sírio. "Existem muitos bolsões de extremistas na Síria, representando uma ameaça poderosa ao país, mas também ao Iraque e ao Ocidente", disse.

Embora reconheça a "importância" da vitória sobre o último bastião terrorista na Síria, o presidente iraquiano lembra que "não devemos cantar vitória cedo demais". Apoiados pelos ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, as Forças Democráticas da Síria (SDF) conseguiram cercar os jihadistas em menos de meio quilômetro quadrado, em uma aldeia no deserto da Síria.

Em 2014, o grupo EI proclamou seu "califado" no Iraque e na Síria em territórios tão vastos quanto o da Grã-Bretanha. O Iraque, por sua vez, proclamou a vitória sobre os radicais islâmicos em dezembro de 2017, depois reconquistar os territórios perdidos para os jihadistas em 2014.

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