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Mundo

Rússia acusa EUA de usar ajuda humanitária como pretexto para derrubar Maduro

media O presidente russo, Vladimir Putin (R), encontrou-se com o seu presidente venezuelano, Nicolas Maduro, na residência do estado de Novo-Ogaryovo, nos arredores de Moscou, Rússia, em 5 de dezembro de 2018. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo

A Rússia acusou os Estados Unidos, nesta sexta-feira (22), de usar a ajuda humanitária que deve ser entregue à Venezuela como "uma desculpa para uma ação militar" que colocaria fim ao governo do presidente Nicolás Maduro.

Segundo a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, a entrada da ajuda humanitária na fronteira venezuelana, prevista para sábado, “trata-se de uma perigosa provocação inspirada e dirigida por Washington.” A representante do governo russo disse ainda que a situação cria "um cômodo pretexto para uma ação militar".

Zakharova também acusou Washington de deslocar suas forças especiais para as proximidades do território venezuelano. "Há informações de que as empresas americanas e aliados dos Estados Unidos ,dentro da Otan, estudam a compra de uma importante quantidade de armamento e de munições de um país do leste da Europa, com o objetivo de entregá-las às forças de oposição venezuelanas", afirmou.

A porta-voz citou metralhadoras de grande calibre, lança-granadas e munições de artilharia. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou o fechamento da fronteira terrestre com o Brasil e disse que avalia fazer o mesmo na da Colômbia, segundo ele diante de atos de "agressão" e "provocação".

Moscou apoia seu aliado Nicolás Maduro e pede a Juan Guaidó, reconhecido presidente interino por quase 50 países, que negocie para solucionar a crise. O governo da China também afirmou nesta sexta-feira que é contra o envio forçado da "chamada assistência humanitária" à Venezuela e advertiu para o risco de provocar um conflito no país.

China também apoia Maduro

A China concedeu empréstimos de bilhões de dólares à Venezuela e mantém o apoio ao governo Maduro, apesar da crise econômica sem precedentes. "Se a chamada assistência humanitária for enviada à força para a Venezuela, isto poderia desencadear um conflito e provocar graves consequências", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang."Isto é o que ninguém quer ver", afirmou Geng.

"A China é contra uma intervenção militar na Venezuela e contra qualquer comportamento que possa provocar uma escalada ou uma tormenta política", concluiu. O ministro venezuelano da Indústria e da Produção Nacional, Tareck El Aissami, chega nesta sexta-feira a Moscou para um encontro com o vice-primeiro ministro encarregado da Defesa, Iouri Borissov, segundo as agências Interfax e RIA Novosti. Em pauta, a cooperação comercial, econômica e nas áreas da educação e novas tecnologias.

O vice-primeiro ministro russo das relações Exteriores, Sergueï Riabkov, disse na quinta-feira (21) que a Rússia e a Venezuela teriam em breve encontros para analisar a crise que atravessa o país. “Esperamos que as autoridades venezuelanas façam o possível para gerar tensões cada vez mais graves”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

 

 

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