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Mundo

Terrorista britânica que integrou EI tem nacionalidade retirada pelo Reino Unido

media Irmã mais velha de Shamima Begum segura uma foto da jovem de 2015. LAURA LEAN / POOL / AFP

Numa decisão inédita, Londres decidiu retirar a nacionalidade britânica de Shamima Begum, uma jovem que se juntou ao Estado Islâmico na Síria aos 15 anos. Quatro anos depois, ela deseja voltar para o Reino Unido e sua família busca todos os caminhos legais para contestar a decisão do governo britânico.

Muriel Delcroix, correspondente da RFI em Londres

O destino de Shamima Begum divide os britânicos. A jovem, agora com 19 anos, perdeu seus dois primeiros filhos pequenos por causa de doenças, e faz um apelo à compaixão dos britânicos para voltar a Londres.

Mas suas declarações sem escrúpulos sobre o ataque de Manchester "em retaliação", de acordo com ela, aos ataques contra o grupo Estado Islâmico, causaram um alvoroço no Reino Unido e jogaram a opinião pública contra ela. Begum afirma ainda que não se arrepende de ter se juntado aos terroristas na Síria.

Shamima, que integrou os jihadistas do grupo do Estado Islâmico na Síria em 2015, julgou “injusta” a decisão do governo britânico de retirar sua nacionalidade nesta quarta-feira (20). "Estou um pouco chocada. Eu acho que é um pouco injusto para mim e meu filho", respondeu a jovem na TV britânica após o anúncio.

"Outras pessoas são recebidas de volta ao Reino Unido, não vejo porque meu caso seja diferente". Ela explicou que pensa em pedir a nacionalidade holandesa, uma vez que seu marido é cidadão holandês, e foi feito prisioneiro pelas Forças Democráticas da Síria (SDF). "Talvez eu possa pedir cidadania na Holanda, e se ele for preso na Holanda, eu posso apenas esperar por ele enquanto ele estiver na prisão", disse.

O caso Shamima Begum ilustra o dilema enfrentado por muitos governos europeus, entre proibir o retorno dos seus cidadãos jihadistas por questões de segurança, para evitar que fujam, ou deixá-los voltar a seus países de origem para levá-los à Justiça.

Apátrida?

Uma série de decisões do governo britânico deu origem à retirada da nacionalidade da jovem mulher. Sob intensa pressão, o ministro do Interior do Reino Unido, Said Javid, descartou seu retorno ao país e encontrou uma brecha legal para retirar a nacionalidade britânica de Shamima Begum. O Home Office, como é chamado o Ministério do Interior do país, tem o poder de retirar a nacionalidade a um cidadão se a decisão for de interesse público, e desde que isso não torne Begum apátrida.

Shamima Begum tem uma parte de suas origens em Bangladesh, mas afirma não ter o passaporte do país e nunca ter ido para a região, além de não possuir mais relações ou contato com sua família no local. A situação do bebê que ela acabou de ter é ainda mais complicada: sendo o pai holandês, a criança pode, teoricamente, ter todas as três nacionalidades.

A família de Shamima Begum pretende apelar da decisão do Home Office. Um procedimento que poderia ser muito longo e que implica que, enquanto aguarda, a jovem permaneça confinada em um campo de refugiados no nordeste da Síria. Begum se encontra no local atualmente, ao lado de centenas de familiares do grupo jihadista Estado Islâmico, que fugiram do combate.

(Com informações da AFP)

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