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Mundo

Bombas explodem em igreja nas Filipinas durante missa de domingo

media Catedral Monte Carmelo, em Jolo, sul das Filipinas, atingida por duas explosões neste domingo (27). HANDOUT / AFP

Ao menos 18 pessoas morreram nas explosões de duas bombas em uma igreja de uma ilha dos sul das Filipinas que é reduto de militantes islamitas, anunciaram as autoridades do país neste domingo (27).

A primeira explosão aconteceu dentro de uma igreja católica da ilha de Jolo durante a missa da manhã. Quando as tropas chegaram ao local, a segunda explosão foi registrada, informou o porta-voz militar da região, Gerry Besana.

Fotos divulgadas pela polícia regional mostram escombros espalhados perto da entrada da igreja e um caminhão militar danificado. Cinco soldados, um membro da guarda costeira e 12 civis morreram no ataque, enquanto 83 pessoas ficaram feridos, anunciou Besana.

O chefe da polícia nacional, Oscar Albayalde, divulgou um balanço diferente, que registra 20 mortes.

"Usaremos toda a força da lei para levar os responsáveis por este ataque à justiça", afirmou em um comunicado o secretário de Defesa, Delfin Lorenzana. O exército utilizou helicópteros para transportar alguns feridos até a cidade Zamboanga, onde receberão atendimento médico.

"Provavelmente foi um ato terrorista. São pessoas que não querem a paz. É uma pena que isto aconteça pouco depois da aprovação da lei sobre Bangsamoro", declarou Besana, em referência à região autônoma que os filipinos aprovaram criar em um referendo organizado esta semana.

Jolo fica na região de Bangsamoro, de maioria muçulmana. A ilha é também uma base do grupo islamita Abu Sayyaf, acusado pelos ataques mais violentos na história do país.

Décadas de conflitos e milhares de mortos

O estabelecimento dessa zona em um território de maioria muçulmana - dentro de um arquipélago majoritariamente católico - busca restabelecer a paz depois de décadas de um conflito que deixou milhares de mortos.

Grupos muçulmanos pegaram em armas nos anos 1970 para exigir a autonomia ou independência do sul das Filipinas, que consideram sua terra ancestral. A insurreição deixou 150.000 mortos.

A província de Sulu, onde fica Jolo, votou contra a criação da região autônoma no sul das Filipinas, que as autoridades esperam que proporcione paz e desenvolvimento após décadas de combate, situação que deixou a zona em situação de pobreza.O governador de Sulu questionou na Corte Suprema a lei que estabelece a nova área.

Apesar da votação em Sulu, a legislação estabelece que a província deve integrar a nova entidade política, pois os eleitores da atual região autônoma se pronunciaram a favor em seu conjunto.
 

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