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Mundo

Bangcoc provoca “chuva artificial” para lutar contra poluição extrema

media Céu de Bangcoc nesta segunda-feira (15). REUTERS/Athit Perawongmetha

Para lutar contra a poluição extrema, que atingiu níveis preocupantes em Bangcoc, a prefeitura da cidade produziu uma “chuva artificial”. Diversos aviões militares voaram nesta terça-feira (15) pelo céu cinza-escuro da capital da Tailândia para “produzir” o fenômeno, como uma resposta do governo aos efeitos da industrialização desenfreada.

Com informações da correspondente da RFI em Bangcoc, Carol Isoux

A ação durou várias horas. Para “produzir a chuva”, os aviões injetaram produtos químicos nas nuvens, com o objetivo de aumentar a umidade e favorecer a formação de gotas. Mas o efeito não é obtido em todas as aplicações. É preciso várias tentativas e levar em conta a direção do vento que carrega as nuvens até onde o governo quer que chova. Os dados sobre a técnica não são claros, já que apenas os resultados bem sucedidos são comunicados. 

A taxa de partículas finas no ar em Bangcoc é altamente perigosa e coloca a cidade no 8° lugar do ranking mundial das cidades mais poluídas do mundo. A “chuva artificial” deve aliviar um pouco a situação, mas está longe de ser uma verdadeira solução, apontam as associações ecológicas. Além disso, os produtos químicos usados durante a operação se encontram, em seguida, nos rios do país.

Cidade foi invadida pelas partículas finas

As chamadas “partículas finas”, que poluem Bangcoc, são consideradas as mais nocivas para a saúde, pois penetram com mais profundidade nos pulmões. Na capital tailandesa, a taxa subiu para mais de 100 microgramas por metro cúbico nos últimos dias.

Nesta terça-feira, essa faixa ficou entre 53 e 90 microgramas em algumas áreas, segundo o departamento de controle da poluição. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um nível de exposição máxima diária de 25 microgramas de partículas finas.

Esse é o pior episódio de poluição em um ano em Bangcoc, segundo a ONG Greenpeace. O pico foi causado pela ausência de vento, pela umidade e pela presença de uma cobertura de ar quente sobre a cidade, impedindo a dispersão dos poluentes.

Mas esse tipo de crise tem se tornado frequente na capital tailandesa, por causa do aumento dos veículos. Atualmente, Bangcoc conta com 9,8 milhões de carros, incluindo 2,5 milhões que ainda usam diesel, para uma população de 12 milhões de habitantes.

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