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Mundo

Mulher de Ghosn denuncia condições do marido na prisão, mas população aprova sistema de detenção

media Carlos Ghosn diz que agiu com aval de diretores da Nissan REUTERS/Charles Platiau/File Photo

Carole Ghosn, mulher do CEO da Renault, Carlos Ghosn, escreveu uma carta à Human Rights Watch (HRW), organização de defesa dos direitos humanos, em que critica as condições precárias da detenção do marido. O executivo está detido desde o dia 19 de novembro em uma penitenciária de Tóquio.

Na mensagem, de nove páginas, Carole dá detalhes sobre a detenção do executivo desde sua prisão. Entre eles, o fato de estar em uma cela iluminada dia e noite e sem acesso a tratamento médico diário. "Todos os dias, durante horas, os inspetores o interrogam, o intimidam, dão a ele sermões e o aconselham. O objetivo é obter uma confissão", diz a mulher do executivo.

Na carta, sua esposa afirma que os investigadores o pressionaram a assinar documentos em japonês, uma língua que ele não domina, e que ele só recebeu uma tradução oral, sem a presença de seu advogado. Ela pede que a HRW se concentre em seu caso e pressione o governo japonês para reformar o sistema de detenção.

O empresário de 64 anos é acusado no Japão de quebra de confiança e sonegação de impostos. Ele alega inocência. Nesta terça-feira (15), a Justiça decidirá se Ghosn poderá ou não ser colocado em liberdade mediante o pagamento de uma fiança.

População aprova condições nas prisões

Na prisão, onde as refeições são frugais, Ghosn já perdeu 10 quilos e ficou doente, apresentando uma forte febre. Mesmo em pleno inverno, sua cela não tem aquecimento, segundo o correspondente da RFI em Tóquio, Bruno Duval. As más condições não parecem chocar os japoneses, como constatou o repórter, que foi às ruas entrevistar a população sobre o executivo.

“Tornar as prisões mais confortáveis ou colocar aquecimento em todas as celas custaria muito caro. Já pagamos impostos demais”, disse um pai de família. “Aqui, todos os presos são tratados da mesma maneira, tendo dinheiro ou não, sendo estrageiro ou japonês. Sou favorável a essa igualdade”, ressalta. Nas prisões francesas, VIPS têm direitos a celas especiais, como no Brasil. No Japão, não há essa diferenciação.

No país, a detenção para aprofundar as investigações dura três semanas e o advogado não pode assistir aos interrogatórios. Na maior parte do tempo, os pedidos de liberdade condicional são rejeitados quando o suspeito nega a acusação.

Além disso, na maioria dos casos, os processos levam a condenações. Para outra professora entrevistada pelo repórter da RFI, “é graças a esse sistema judiciário severo que o Japão é um país seguro e o nível da taxa de delinquência é historicamente baixo.”

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