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Mundo

Em visita surpresa à China, Kim Jong-Un busca apoio contra sanções internacionais

media O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, e sua esposa, Ri Sol-ju, antes de deixar Pyongyang, no dia 7 de janeiro KCNA via REUTERS

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, fez uma visita surpresa nesta terça-feira (8) à China. É a quarta viagem do dirigente ao país vizinho asiático, que deve permanecer até o dia 10 de janeiro. Dessa vez, Kim Jong-Un decidiu ser um pouco menos discreto e foi esperado por diversos jornalistas.

Com informações do correspondente da RFI em Pequim, Stéphane Lagarde

A rara oportunidade de falar com o dirigente norte-coreano atraiu toda a imprensa chinesa, e alguns japoneses, além de outros jornalistas internacionais. Alguns aguardaram durante horas, no frio do mês de janeiro. Essa foi a primeira vez, em quatro viagens a China, que a radiotelevisão central da Coreia do Norte anunciou a visita de Kim Jong-Un antes mesmo de sua chegada a Pequim.

Apesar do anúncio, foi impossível se aproximar ou mesmo ver Kim Jong-Un. Diversos soldados fizeram um bloqueio e pediram para que os jornalistas recuassem. A visita do líder norte-coreano acontece antes de um possível novo encontro com Donald Trump no fim do mês, segundo informações da Casa Branca.

De acordo com o jornal Global Times, Kim Jong-Un poderia aproveitar esses dois dias em Pequim para fazer um anúncio importante sobre a desnuclearização da península. A visita também coincide com a primeira rodada de negociações econômicas entre chineses e americanos em Pequim para tentar resolver a guerra comercial. O regime comunista chinês estaria, desta forma, lembrando aos Estados Unidos que a Coreia do Norte também faz parte do jogo no contexto da queda de braço entre os dois países.

Apoio na luta contra sanções internacionais

A China é um importante ator diplomático no delicado dossiê dos programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte, já que o gigante asiático é seu principal aliado diplomático e comercial. A visita de Kim Jong-Un acontece uma semana depois de ele ter advertido os Estados Unidos, em seu discurso de Ano Novo, que poderia mudar sua atitude caso Washington mantenha, apesar da reaproximação diplomática ocorrida desde o ano passado, suas sanções econômicas contra Pyongyang.

"Xi e Kim têm interesse em coordenar suas posições antes das reuniões entre Kim e Trump", explicou o analista americano Bonnie Glaser, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. "Kim também procura ajuda de Pequim para obter alívio das sanções internacionais", acrescentou.

A China e a Rússia acreditam que a ONU deveria reavaliar a suspensão das sanções. Mas Donald Trump declarou no domingo (6) que elas permanecerão em vigor até que haja resultados positivos em termos de desnuclearização. O líder norte-coreano assumiu o poder no final de 2011, mas não tinha se encontrado com o presidente chinês até março de 2018, já que as relações entre a Coreia do Norte e seu principal aliado e protetor haviam se degradado um pouco nos últimos anos devido ao apoio da China às sanções da ONU contra Pyongyang.

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