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Mundo

China faz primeiro pouso na face oculta da Lua

media Primera imagen enviada pelo Chang'e-4 da face oculta da lua. Fuente: Twitter/@CGTNOfficial.

A China conseguiu nessa quinta-feira (3) um feito inédito na corrida espacial: pousar pela primeira vez uma sonda na face oculta da Lua. De acordo com a Agência Estatal de Notícias Chinesa, o pouso aconteceu pouco depois da meia-noite no Brasil na área planejada: a bacia de Aitken, no polo sul do satélite da Terra.

Depois de decolar da Terra em 8 de dezembro, o módulo de exploração Chang'e-4 aterrissou sem problemas às 10h26 hora de Pequim (00h26 em Brasília), na região da cratera de Von Karman, informou a agência de notícias Xinhua.

Diferentemente da face da Lua mais próxima da Terra, que está sempre voltada para o nosso planeta, nenhuma sonda, nem qualquer módulo de exploração espacial havia pousado no outro lado da superfície lunar.

A Lua gira em torno de si mesma em 29 dias e meio, o mesmo ritmo de sua rotação ao redor da Terra, o que explica porque metade do satélite natural do nosso planeta não é visível para os seres humanos.

O módulo chinês enviou uma foto da superfície lunar para o satélite Queqiao, que orbita a Lua, afirmou a televisão pública CCTV. A face oculta é montanhosa e acidentada, cheia de crateras, enquanto o lado visível tem várias superfícies planas para o pouso.

Cultivo de tomates

O pouso do Chang'e-4 "levanta o véu de mistério" do lado oculto da Lua e "abre um novo capítulo em exploração lunar ", disse a Agência Espacial chinesa em um comunicado.

Um dos maiores desafios é conseguir se comunicar com o robô lunar. Como a face escura da Lua está orientada no sentido oposto à Terra, não há uma "linha de visão" direta para transmitir sinais.

Assim, a China lançou em maio o satélite Queqiao, posicionado na órbita lunar, para transmitir ordens e dados trocados entre a Terra e o módulo.

A missão tem, entre outros objetivos científicos, analisar o terreno e o relevo da Lua, detectar a composição mineral e a estrutura da superfície lunar e até a observação do cultivo de tomates.

Esta é a segunda vez que a China envia um veículo para explorar a superfície lunar. O primeiro foi o Yutu, em 2013. Ele permaneceu ativo por 31 meses.

A China na corrida espacial

A China quer desempenhar um papel importante na exploração lunar e se tornar uma grande potência espacial, ao lado da Rússia e dos Estados Unidos, até 2030.

O país oriental planeja começar este ano a construção de sua própria estação espacial habitada.

Em 2003, a China tornou-se o terceiro país, após a antiga União Soviética e os Estados Unidos, a enviar um homem ao espaço a bordo de uma embarcação fabricada por seus próprios meios.

O ambicioso programa espacial da China preocupa os Estados Unidos, que acusa Pequim de trabalhar para desenvolver um arsenal contra satélites de outros países.

A China afirma que seu programa espacial é totalmente pacífico, embora já tenha testado mísseis antissatélite, assim como os Estados Unidos.

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