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Mundo

2019 já chegou em vários países

media O ano novo já foi comemorado em boa parte do mundo. Aqui vemos fotos do Japão, Kuala Lumpur, Austrália, e Singapura. Fotomontagem RFI Reuters /Tyrone Siu/Lai Seng Sin/ Edgar Su/ AAP/Brendan Esposito

O ano novo já foi comemorado em boa parte do mundo. Ilhas Samoa, Fiji, Nova Zelândia, Austrália, Hong Kong e Japão fazem parte dos países que já viraram a página de um tumultuado 2018, iniciando um novo ano cheio de incertezas.

Em Auckland, uma contagem regressiva luminosa projetada na famosa Sky Tower anunciou 2019, também festejado por fogos de artifício lançados do topo desta torre de televisão.

Logo depois, foi a vez da Austrália receber o maior show de fogos de artifício já realizado na icônica Baía de Sydney. Com isso, foi dado o pontapé inicial para as celebrações de milhões de pessoas por todo o mundo.

O ano de 2018 foi marcado pelo agravamento de diversas crises e o surgimento de novos conflitos, como a crescente preocupação com o populismo, o clima, e o Brexit, mas os mais otimistas destacam a distensão alcançada na península da Coreia, que terminou o ano de 2017 sob a ameaça de um apocalipse nuclear.

Estas considerações geopolíticas não impedirão que multidões, das ilhas Fiji ao Rio de Janeiro, saiam às ruas para dar as boas-vindas ao Ano Novo.

Exuberância em Sydney

Uma quantidade recorde de artefatos pirotécnicos iluminou, durante 12 minutos, os céus de Sydney, um espetáculo que foi assistido por um milhão e meio de espectadores. Mais cedo, o prefeito da cidade, Clover Moore disse: “Estou certo que vamos nos deleitar com o espetáculo em nossa magnífica baía, iluminada como nunca antes".

Para comemorar o ano internacional das línguas indígenas, em 2019, a Baía de Sydney foi cenário de cerimônias para celebrar as culturas aborígenes, com a projeção de animações nos pilares da Sydney Harbour Bridge.

Em Hong Kong, 300 mil pessoas visitaram o Victoria Harbour para assistir a 10 minutos de fogos de artifício lançados de cinco barcos.

Os japoneses foram aos templos para celebrar o novo ano, enquanto em Saitama, norte de Tóquio, o boxeador americano Floyd Mayweather e o jovem campeão japonês de kickboxing Tenshin Nasukawa se encontraram em uma luta-show.

Pouco depois, a China também entrou em 2019. Por ocasião de seu discurso de Ano Novo, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu continuar com as reformas e abrir seu país ainda mais ao resto do mundo: "o ritmo de nossas reformas continuará e a porta irá se abrir ainda mais".

Em Jacarta, mais de 500 casais disseram "sim, aceito" durante um enorme casamento coletivo. Na capital indonésia, como na província de Banten, recentemente atingida por um tsunami, as celebrações foram canceladas em respeito às vítimas.

Por todo o mundo

As celebrações se sucederão com o passar das horas no resto do mundo, às vezes em um contexto de forte presença policial devido aos riscos de ataque.

Os parques de Moscou receberão shows de músicas e de luzes, e mais de mil pistas de gelo estarão abertas para celebrar o novo ano na capital russa.

No coração turístico de Paris, as comemorações ocorrerão sob fortes medidas de segurança, com um perímetro em torno da avenida dos Champs-Elysées, com pontos de revista e de controle do transporte público. Junto aos turistas, estarão os "coletes amarelos", que prometem "um evento festivo e não violento".

Londres vai mudar o ano celebrando sua relação com a Europa em um momento em que os britânicos estão extremamente divididos sobre o Brexit. Os fogos de artifício lançados sobre a London Eye serão acompanhados por música de artistas europeus continentais.

No Brasil, além da esperada queima de fogos na Praia de Copacabana para dar as boas-vindas a 2019, o país também celebrará, no primeiro dia do ano, a cerimônia de posse de seu novo presidente, Jair Bolsonaro.

Brexit e Trump

Entre as notícias que marcaram 2018 esteve a crise política no Reino Unido, em torno de sua saída da União Europeia, que continuará nas manchetes até 29 de março de 2019, a data prevista do Brexit.

O presidente americano, Donald Trump, também deverá estar presente com frequência nas páginas dos jornais, com suas decisões capazes de mudar por completo o equilíbrio nas grandes questões geopolíticas.

Em 2018, Trump foi o grande protagonista de um dos maiores avanços diplomáticos, ao se transformar no primeiro presidente americano a se reunir com um líder norte-coreano, Kim Jong Un, que também promoveu uma reaproximação com seu vizinho do Sul, prometendo novos encontros diplomáticos para 2019.

A guerra no Iêmen, que deixou 10.000 mortos desde 2014 e 20 milhões à beira da fome extrema, poderá dar uma guinada crucial em 2019, depois do cessar-fogo que entrou em vigor agora em dezembro.

E os rostos do poder poderão mudar ao longo do ano, com eleições na Argentina, Austrália, Índia, Afeganistão e África do Sul.

Com informações da AFP.

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