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Mundo

ONG revela prejuízos com as dez maiores catástrofes climáticas do ano

media Chamas consomem a paisagem no incêndio de Camp Fire, na Califórnia, em 10 de novembro de 2018. REUREUTERS/Stephen LamTERS/Stephen Lam

A ONG britânica Christian Aid divulgou nesta quinta-feira (27) um estudo em que aponta que os custos das mudanças climáticas, em 2018, chegaram a US$ 91 bilhões, cerca de R$ 357 bilhões.

Queimadas nos Estados Unidos, tufões no Japão e inundações na China. Marcado por uma série de eventos extremos, 2018 foi o quarto ano mais quente já registrado desde 1900, causando mortes e muitos danos.

A conta dos prejuízos foi calculada com base em dados de resseguradoras, bancos e governos. A Christian Aid, entidade que luta contra a pobreza em todo o mundo, fez o levantamento ao somar os prejuízos causados pelos dez eventos mais destrutivos do ano que passou, ainda sem considerar o tsunami que atingiu a Indonésia, no último fim de semana, deixando 430 mortos e quase 1.500 feridos.

Os furacões Florença e Michael, que atingiram os Estados Unidos e parte do Caribe e América Central, em setembro e outubro, aparecem no topo da lista, com US$ 17 bilhões de danos econômicos causados pelo primeiro (equivalente a R$ 66 bilhões) e US$ 15 bilhões para o segundo (ou R$ 58,8 bilhões).

Depois, vem os incêndios de Camp Fire, na Califórnia, que mataram 85 pessoas e arrasaram a cidade de Paraíso. O fogo causou danos entre US$ 7,5 e 10 bilhões em novembro (valor estimado entre R$ 29 e R$ 39 bilhões).

As inundações no Japão foram responsáveis por perdas entre US$ 9 e US$ 3 bilhões (cerca de R$ 35,2 a R$ 11,7 bilhões).

Na China, as enchentes causaram prejuízos de US$ 9,3 bilhões (R$ 36,4 bilhões).

Secas extremas causaram perdas de US$ 7,5 bilhões no centro e norte da Europa (R$ 29 bilhões), US$ 6 bilhões na Argentina (ou R$ 23,5 bilhões) e entre US$ 5,8 bilhões e US$ 9 bilhões na Austrália (entre R$ 22,7 e R$ 35,2 bilhões).

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