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Mundo

Aumenta risco de erupção na Indonésia

media Um homem sobre os escombros de sua casa atingida pelo tsunami, em Pandeglang, em 24 de dezembro de 2018. REUTERS/Jorge Silva

A Indonésia aumentou nesta quinta-feira (27) o nível de alerta sobre o vulcão que gerou o tsunami no último fim de semana. As autoridades temem que a intensificação da atividade do Anak Krakatoa possa resultar em uma nova onda gigante na região das ilhas de Java e Sumatra.

"Há um risco maior de erupção", afirmou o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes do país, Sutopo Purwo Nugroho. "As pessoas (perto do vulcão) podem ser atingidas por pedras, lava e cinzas espessas", completou.

A aviação civil recomenda a todos os aviões que evitem a zona, voltando a fazer o apelo para que turistas e moradores não se aproximem do litoral. Segundo o último balanço de vítimas, o tsunami deixou 430 mortos, quase 1.500 feridos e 159 desaparecidos.

Nesse momento, nível de alerta do vulcão está "elevado", ou seja, o segundo grau mais importante: subiu de 2 para 3 numa escala que vai até 4.O raio da zona proibida ao redor do Anak Krakatoa, conhecido como o "filho" do lendário Krakatoa, foi ampliado para cinco quilômetros. Um dos 127 vulcões ativos da Indonésia, Anak Krakatoa é uma pequena ilha que surgiu no oceano meio século depois da letal erupção do vulcão Krakatoa, em 1883.

As causas do tsunami

De acordo com os cientistas, a catástrofe do último sábado foi provocada por uma erupção moderada, que gerou uma avalanche submarina de parte do vulcão e o deslocamento de grandes massas de água. Uma coluna de cinzas, pedras e fumaça foi expelida a mais de 20 km de altura, deixou a região no escuro e provocou um  tsunami, com fortes repercussões.

"Aumentamos o nível de alerta após uma mudança nas características da erupção", declarou um dos diretores do Observatório do Krakatoa, Kus Hendratno.

Nesta quinta-feira (26), o Anak continuava expelindo nuvens de cinzas, o que aumenta o risco para os barcos nas imediações. O perigo é menor nas cidades da região porque o vulcão fica em uma ilha afastada dos centros habitados.

Moradores devem usar máscaras

A população está assustada com a ideia de retornar para suas casas. "Isto me preocupa", declarou Ugi Sugiarti, cozinheiro do hotel Augusta, localizado em Carita, uma das cidades mais afetadas pelo tsunami. Sugiarti e outras 22.000 pessoas foram obrigados a abandonar suas casas após o tsunami e permanecem em refúgios de emergência.

"Rezem por nós para que tudo fique bem", afirmou Sukma, agente de segurança no Mutiara Carita Cottages, onde todos os edifícios foram destruídos.

As autoridades alertaram que o vento espalha as cinzas e a areia até as localidades de Cilegon e Seran, na ilha de Java, e fizeram um apelo para que os moradores usem máscaras ao saírem de casa.

As chuvas torrenciais que caem na Indonésia provocaram inundações em alguns pontos, o que dificulta os trabalhos das equipes de resgate.

Os médicos também advertiram para a falta de medicamentos e de água potável, o que gera o risco de uma crise sanitária.

Localizada no Círculo de Fogo do Pacífico, onde se encontram três placas tectônicas, a Indonésia é uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, registrando grande parte das erupções vulcânicas e terremotos.

Em 26 de dezembro de 2004, um tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9,3 no fundo do mar, na costa de Sumatra, provocou a morte de 220.000 pessoas em vários países do Oceano Índico, sendo 168.000 na Indonésia.

 

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