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Mundo

Ódio expressado por políticos justifica aumento de violência contra jornalistas em 2018

media No dia 30 de abril de 2018, um atentado matou 12 profissionais da imprensa no Afeganistão. REUTERS/Omar Sobhani

Após três anos em queda, a violência contra os jornalistas voltou a crescer em 2018. Os países com o maior número de profissionais de mídias mortos são Afeganistão, Síria e México. Para a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o ódio expressado por políticos e religiosos, disseminado principalmente nas redes sociais, justifica o aumento.

No total, 80 profissionais e colaboradores de empresas de mídia morreram no mundo em 2018, segundo balanço anual da RSF divulgado nesta terça-feira (18). Em 2017, foram registradas 65 mortes de jornalistas no exercício de sua profissão, contra 55 no ano passado - o que representa um aumento do 15%.

Segundo o relatório, o mundo tem hoje 348 profissionais presos e 60 mantidos como reféns, a metade deles na Síria. A ONG lamenta essa violência inédita: nos últimos 10 anos, mais de 700 jornalistas profissionais morreram.

De acordo com a RSF, mais da metade dos jornalistas mortos foram "visados deliberadamente e assassinados". É o caso do saudita Jamal Khashoggi, executado no consulado da Arábia Saudita em Istambul em 2 de outubro, e do eslovaco Jan Kuciak, morto em 21 de fevereiro.

"O ódio contra os jornalistas, inclusive reivindicado por líderes políticos, religiosos ou empresários sem escrúpulos, tem consequências dramáticas no trabalho e se traduz em um preocupante aumento dessas violências", lamenta Christophe Deloire, secretário-geral da RSF. Segundo ele, o sentimento de raiva, multiplicado nas redes sociais, legitima as agressões e enfraquece não apenas o jornalismo, mas também a democracia.

Afeganistão é o pior país para jornalistas

O Afeganistão foi o país mais violento para os jornalistas este ano com 15 mortes, à frente da Síria, que ocupava o primeiro lugar desde 2012 e que registrou 11 assassinatos de jornalistas em 2018.

No dia 30 de abril, um atentado em Cabul matou 12 profissionais da imprensa, incluindo o fotógrafo da AFP Shah Marai Fezi, repórteres da Radio Free Europe e da agência Tolo News.

A RSF também ressalta que quase metade dos jornalistas morreram em países em paz, como México (terceiro país mais violento, com nove jornalistas assassinados), Índia (seis mortos) e Estados Unidos (seis), que entrou no ranking sombrio após o tiroteio contra a redação do jornal Capital Gazette, em junho deste ano.

Aumento das detenções

O número de jornalistas detidos também aumentou, destaca o relatório, com 348 detenções em 2018 contra 326 em 2017 (+7%), o que afeta especialmente os jornalistas não profissionais.  

Mais da metade dos jornalistas detidos em todo o planeta estão em apenas cinco países: Irã, Arábia Saudita, Egito, Turquia e China, a maior penitenciária de repórteres do mundo com 60 jornalistas presos, 75% deles não profissionais.

"Com o endurecimento da regulamentação para a internet, estes jornalistas são detidos, geralmente em condições desumanas, após uma simples postagem ou uma informação publicada nas redes sociais ou em aplicativos de mensagens privadas", afirma a ONG.

O número de reféns também aumentou, 11%, com 60 jornalistas sequestrados atualmente, contra 54 no ano passado. Entre eles, 59 - incluindo seis estrangeiros - estão em cativeiro no Oriente Médio (Síria, Iraque e Iêmen). A ONG também registrou três novos casos de jornalistas desaparecidos ao longo do ano, dois na América Latina e um na Rússia.

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