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Mundo

Chinesas raspam cabeça em protesto contra prisões arbitrárias no país

media As quatro mulheres rasparam simbolicamente a cabeça para protestar contra as prisões arbitrárias na China REUTERS/Thomas Peter

Nesta segunda-feira (17), quatro militantes chinesas, esposas de advogados e de ativistas detidos, rasparam a cabeça num gesto simbólico. Elas protestaram diante de um tribunal de Pequim para denunciar a prisão de defensores dos direitos humanos no país.

Dos correspondentes da RFI em Pequim, Stéphane Lagarde e Heike Schmidt

Em um vídeo divulgado no YouTube, as quatro manifestantes aparecem juntas: Li Wenzu, Yuan Shanshan, com uma criança no colo, Liu Ermin e Wang Qiaoling. Elas gritavam “sem cabelo e sem lei”.

Todas essas mulheres são vítimas colaterais do episódio conhecido como “709”, ocorrido em 7 de julho de 2015, quando cerca de 200 defensores dos direitos humanos foram detidos na China. Desde então, elas tentam alertar a opinião pública organizando manifestações, nas quais elas também se colocam em risco.

Abuso policial

Li Wenzu, que luta há três anos pela libertação de seu marido, não sabe o que dizer a seu filho. “É muito duro. Ele tem cinco anos e não para de me perguntar ‘Por que papai não volta para casa?’”, conta.

Wang Qhanzhang, seu marido, defendeu casos de militantes dos direitos humanos na China até o dia em que desapareceu. “Meu marido foi detido no dia 10 de julho de 2015. Contratei sucessivamente sete advogados, mas as autoridades negam qualquer contato. Não sei nem mesmo se ele ainda está em vida”, explica Li Wenzu.

Li Wenzu, épouse de l'avocat Wang Quanzhang, qui défendait des militants politiques et des paysans expropriés. REUTERS/Thomas Peter

A jovem mãe já foi vítima de violência policial, mas nunca deixou de batalhar pela liberação de seu marido, acusado de “subversão”. “Em três anos, fui detida nove vezes, sem justificação. Tiraram a minha roupa, me insultaram. Nosso filho não pode ir à escola. Não temos mais uma residência estável e somos vigiados 24h por dia”, denuncia.

“Quando fui ao tribunal de Tianjin, a polícia começou a me vasculhar inteira. Eles queriam me prender. Policiais invadiram meu apartamento, me colocaram para fora. Tiver que fugir, expulsa pela polícia”, afirmou à RFI, em 2016, Yuan Shanshan. “No dia 12 de julho de 2015, ele subitamente desapareceu. Eu nem sei o porquê. Enquanto isso, ele se tornou pai, mas não pôde acompanhar minha gravidez. Sua filha tem quatro meses e não tem nome”, disse à época.

No aniversário da data de início da onda de repressões, há cinco meses, a ONG Human Rights Watch publicou um comunicado: “Todos os dias, prisões injustas de advogados aumenta o triste balanço da China em matéria de direitos humanos”.

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