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Mundo

Parlamento irlandês adota lei que legaliza aborto

media Manifestação em Dublin celebra a vitória da legalização do aborto em um referendo realizado em maio deste ano. REUTERS/Max Rossi

O Parlamento irlandês adotou nesta quinta-feira (13) um projeto de lei que legaliza o aborto e autoriza a interrupção da gravidez “sem condições” até 12 semanas ou em caso de sério risco para a vida da mulher.

O texto começou a ser examinado pelo Parlamento em outubro, e foi adotado nesta quinta-feira (13). A nova lei também autoriza o aborto em caso de grave anomalia no feto, que poderia conduzir à morte dentro do útero. Para entrar em vigor, ela ainda deve ser assinada pelo presidente Michael Higgins.

O primeiro-ministro, Leo Varadkar, reagiu no Twitter, dizendo que a adoção do projeto “era um momento histórico para as irlandesas”. No último dia 25 de maio, os irlandeses aprovaram a legalização do aborto em um referendo. Cerca de 66% dos participantes da consulta votaram a favor da intervenção. Para os especialistas, trata-se de um novo “terremoto cultural” no país de tradição católica, que há três anos também adotou o casamento homossexual.

Voto apoia escolha das mulheres

“Há 200 dias, o povo da Irlanda votou para colocar um fim à emenda da constituição irlandesa de 1983 e tratar as mulheres com mais compaixão. Hoje votamos a lei que transformará esse desejo em realidade”, declarou, no Twitter, o ministro irlandês da Saúde, Simon Harris. Para ele, o voto coloca um fim “às viagens solitárias, à estigmatização, e sustenta as escolhas das mulheres em nosso país”, declarou.

Em outro comunicado, ele homenageou os militantes que lutaram durante mais de 35 anos pela legalização do aborto. “Quero agradecer a minoria que foi à luta enquanto foi mais prático para a maioria ignorar a situação”, acrescentou. As irlandesas que queriam abortar eram obrigadas a realizar a operação no Reino Unido.

“É um progresso importante para os direitos fundamentais das mulheres, mas ainda há obstáculos no projeto de lei”, declarou a Anistia Internacional em um comunicado. A ONG lamenta as longas esperas e a criminalização dos profissionais da saúde.

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