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Mundo

China critica prisão no Canadá de herdeira de gigante das telecomunicações Huawei

media Meng Wanzhou, diretora de finanças da Huawei, foi acusada de fraude relacionada a supostas violações de sanções dos Estados Unidos contra o Irã e aguada a decisão do tribunal canadense sobre a fiança. REUTERS/Alexander Bibik

Wanzhou Meng, de 46 anos, está presa no Canadá desde o início do mês, a pedido dos Estados Unidos. Diretora de finanças da Huawei, ela é acusada de fraude relacionada a supostas violações de sanções americanas contra o Irã e aguarda a decisão da Justiça canadense para ser libertada sob vigilância por motivos de saúde.

A prisão de Meng enfureceu Pequim, abalou os mercados e aumentou as tensões em meio a uma trégua na guerra comercial EUA-China. Em discurso nesta terça-feira (11), durante um colóquio diplomático em Pequim, o ministro das Relações Exteriores Wang Yi declarou que “a China não vai ficar de braços cruzados se seus cidadãos tiverem direitos e interesses atingidos”.

Ira de internautas chineses

O caso Huawei também provocou a cólera dos internautas na China, como constata o correspondente da RFI em Pequim, Stéphane Lagarde. As contas de redes sociais das representações americanas e canadenses no país são invadidas de comentários. “Os Estados Unidos não param de provocar a China. Apoio aos empregados da Huawei e aos chineses”, clama um internauta. “Meng é uma heroína chinesa, estou pronto a ajudar a pagar a fiança”, diz um outro comentário.

Meng foi detida em Vancouver no dia 1º de dezembro, quando trocava de avião durante uma viagem de Hong Kong para o México. Ela concordou em entregar seu passaporte e submeter-se a uma vigilância eletrônica caso seja libertada, enquanto aguardaria o resultado do pedido de extradição em Vancouver.

Problemas de saúde

Em um depoimento de 55 páginas, Meng disse que desde a sua prisão ela tem sido tratada por hipertensão. "Ainda me sinto mal e temo que minha saúde se deteriore enquanto eu estiver presa", declarou em depoimento. Ela argumenta ainda que sofreu numerosos problemas de saúde, incluindo uma cirurgia para câncer de tireoide em 2011.

"Desejo permanecer em Vancouver para impugnar minha extradição e refutarei as acusações no julgamento nos Estados Unidos se me entregarem em última instância", disse. Na semana passada, a Procuradoria canadense se opôs a libertá-la sob fiança por considerar possível que fuja para a China, de modo a evitar a extradição para os Estados Unidos.

A executiva é acusada pela Justiça americana de "complô para fraudar várias instituições financeiras" dos Estados Unidos. Ela teria escondido dessas instituições os vínculos entre a Huawei e uma de suas filiais que tentava vender material para o Irã, apesar das sanções impostas a Teerã por Washington. Se for considerada culpada por essas acusações, pode ser condenada a até 30 anos de prisão.

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