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Sede da COP24, Katowice é exemplo da transição ecológica na Polônia

Sede da COP24, Katowice é exemplo da transição ecológica na Polônia
 
Cidade de Katowice, na Polônia Divulgação Katoowitz

A 24ª edição da Conferência do Clima da ONU, a COP24, acontecerá entre os dias 2 e 14 de dezembro na cidade de Katowice, na Polônia. No fim da COP23, cerca de vinte países anunciaram que pretendiam abandonar o uso do carvão na próxima década – e a escolha de Katowice é emblemática em se tratando desse assunto.

Com informações de Silvia Celi e Dhnanjay Khadilkar

A metrópole polonesa passou por uma transformação nas últimas décadas para reduzir o uso desse combustível extremamente ameaçador para o meio ambiente, como conta Micheline Bayor, funcionária da prefeitura de Katowice.

Há vinte anos, as autoridades públicas lutam contra essa imagem industrial da cidade. Começou nos anos 1990, com o mandato do prefeito de Katowice na época, que iniciou todos os procedimentos que conduziram à transformação dessa cidade tipicamente industrial, ligada ao carvão e ao aço, em uma metrópole de negócios, de turismo e de cultura”, afirmou Micheline Bayor à RFI. “Finalmente, pudemos entrar na rede da Unesco e obtivemos o título de ‘Cidade Criativa da Música’. De cinza e um pouco triste, nos transformamos em uma cidade colorida, badalada e que está na moda atualmente.”

Katowice é exemplo da mudança ecológica Divulgação Katoowitz

Mas de acordo com Tatiana Nuño, responsável pela Mudança Climática e Energética do Greenpeace, ainda há muito a ser feito em Katowice. “É um país muito dependente de carvão e que possui muitas zonas de mineração. Uma é a região do sudoeste, onde está Katowice, a outra é a do leste. É verdade que já houve um processo de transição importante, mas ainda há muita coisa para fazer”, explica.

Tatiana Nuño também ressalta que, há pouco tempo, a União Europeia aprovou € 8 milhões para a reconversão de minas de carvão e para a busca de novas alternativas de energias sustentáveis. Um passo importante para acelerar a transição ecológica e concluir, enfim, o Acordo de Paris Sobre o Clima.

Iniciativas governamentais e privadas

Patryk Biala, diretor de inovação no Euro Centrum, um complexo de prédios voltados para a ciência e a tecnologia em Katowice, afirma que participa de diversas iniciativas para encontrar soluções para o problema da poluição na região. O edifício onde ele trabalha, coberto de painéis solares, foi reconhecido como um dos mais eficientes em termos de energias renováveis na Europa.

“No passado, a região era conhecida pelas indústrias, pelas minas de carvão. Era uma região muito poluída. Mas nas últimas duas décadas, muitas coisas boas aconteceram. Várias minas de carvão foram fechadas, novas centrais elétricas foram equipadas, implementando as melhores tecnologias disponíveis e desenvolvendo a indústria das energias renováveis”, disse à RFI. “Em Silesia [onde fica Katowice], foi implementado um Ato do Ar Puro, uma lei para reduzir a poluição no ar. E no último ano, tivemos vários projetos, não somente por parte dos políticos”.

Uma iniciativa privada em Katowice que exemplifica as palavras de Patryk Biala é o projeto Flytronic, um drone feito por uma empresa baseada na cidade vizinha de Gliwice. A máquina é utilizada pelas autoridades municipais e até pela polícia para monitorar e penalizar as pessoas que violam as normas de poluição.

Katowice é conhecida por suas atividades com carvão Divulgação Katoowitz

“Temos dois sensores que detectam a poluição. O drone voa perto das chaminés, então o sensor químico é capaz de detectar se trata-se de CO2, de enxofre ou outras substâncias", explica Adrianna Stepiens, que trabalha para a Flytronic. "A área mais necessitada é a da região de Silesia, onde há muita poluição durante o inverno. E é por isso que precisávamos de algo para localizar as pessoas que estavam poluindo o ar. E decidimos lutar contra essas ações, já que isso está destruindo o meio ambiente."

Katowice ainda está longe de chegar a um nível aceitável de combate à poluição. Recentemente, nove militantes do Greenpeace escalaram uma chaminé de 180 metros da central de carvão de Belchatow, no sul da Polônia. Uma prova de que, enquanto o necessário não for feito, a questão continuará sendo centro de calorosos debates.


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