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Mundo

Coreias do Sul e do Norte se unem para inscrever luta tradicional no patrimônio da humanidade

media O lutador Park Young-Bae (esquerda) enfrenta o campeão Kim Kyung-Soo em Tóquio, em 2005. REUTERS/Yuriko Nakao/File Photo

A Unesco incluiu nesta segunda-feira (27) uma luta coreana na lista de patrimônios culturais imateriais da humanidade. Mas a iniciativa veio acompanhada de um fato inédito: as duas Coreias, do Sul e do Norte, depositaram uma candidatura conjunta pela primeira vez na história.

Com informações de Frédéric Ojardias, correspondente da RFI em Seul

A luta é chamada de “ssirum” na Coreia do Norte e de “ssireum” na Coreia do Sul. Trata-se de uma arte marcial tradicional que data do período dos Três Reinos (220-280 d.C.). Os participantes batalham entre si em uma arena de areia, segurando a cintura de tecido do adversário para tentar derrubá-lo.

O esporte nacional, “ligado à terra e à agricultura”, segundo a Unesco, é praticado em festivais e festas tradicionais. No sul, a luta perdeu muita popularidade e apenas uma equipe profissional continua a existir. No norte, uma grande competição é organizada todos os anos em Pyongyang e dá ao vencedor um touro como prêmio.

O pedido conjunto de reconhecimento como patrimônio imaterial da humanidade, por parte das duas Coreias, é sem precedentes e bastante simbólico. A proposta veio de Seul, durante a cúpula intercoreana de abril desse ano.

Gesto histórico

“É um primeiro passo histórico em direção a uma reconciliação das Coreias”, comemorou a diretora geral da Unesco, Audrey Azoulay. “Nos faz pensar no poder extraordinário do patrimônio cultural como fonte de paz e de união entre os povos. É a vitória da profunda ligação intercoreana”.

A ideia da Coreia do Sul é fortalecer as relações com Pyongyang, mas diversas sanções internacionais proíbem o país de concluir projetos de cooperação comercial ou turística com os norte-coreanos. No sábado (24), Seul obteve do Conselho de Segurança da ONU uma isenção para um plano de reconexão de vias férreas que passam por cima da fronteira com o vizinho.

As relações entre as duas Coreias ficaram tensas após os testes com armas nucleares e mísseis realizados por Pyongyang, no ano passado. Mas o clima melhorou desde o encontro entre os dirigentes norte-coreano, Kim Jong-Um, e americano, Donald Trump, em junho de 2018.

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