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Mundo

“Ainda não digeri o que Carlos Ghosn fez”, diz diretor da Nissan

media Hiroto Saikawa, le directeur général de Nissan lors d'une conférence de presse lundi 19 novembre 2018 à Tokyo. REUTERS/Issei Kato

O diretor-geral da Nissan, Hiroto Saikawa, que pilota o conselho de administração do grupo e é apontado como possível substituto de Carlos Ghosn, enviou uma carta aos funcionários da empresa para exprimir sua indignação após o escândalo que resultou na prisão do franco-líbano-brasileiro. Para o executivo japonês, o que o ex-presidente fez é “intolerável”, mas a prioridade agora é manter a Nissan estável.

Frédéric Charles, correspondente da RFI em Tóquio

Na carta enviada aos funcionários, Hiroto Saikawa, que participou das investigações internas, não menciona explicitamente Ghosn. O diretor preferiu se referir ao escândalo, sem citar o nome daquele que o escolheu para sucedê-lo.

O que nós encontramos durante a investigação é intolerável”, afirma. “Vocês ficariam surpresos se lessem os resultados” que levaram à prisão do presidente, que já foi afastado do cargo.

Saikawa, que trabalhou durante vinte anos ao lado de Ghosn, disse que por enquanto não pode dar detalhes sobre os crimes cometidos pelo ex-presidente. “Antes de qualquer coisa, precisamos minimizar as consequências da crise nas nossas operações para preservar a aliança com a Renault”, declarou, em alusão ao parceiro francês no grupo.

O diretor-geral da Nissan também criticou onipotência do franco-líbano-brasileiro, visto por muitos como um herói que salvou o grupo automobilístico japonês. “É claro que ele fez muito pela empresa, mas quem se sacrificou foram os empregados e suas famílias”, ponderou.

“Eu ainda não digeri esse caso. É muito difícil”, desabafou Saikawa. "Mas nós não podemos estragar o passado. A imagem da Nissan não deve ser destruida", insistiu.

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