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Brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault-Nissan, é detido acusado de fraude fiscal

media Nissan confirma que Carlos Ghosn ocultou renda do fisco e propõe sua demissão. REUTERS/Regis Duvignau/File Photo

O empresário franco-brasileiro de origem libanesa, Carlos Ghosn, presidente executivo da holding Renault-Nissan-Mitsubishi Motors, foi detido nesta segunda-feira (19) na capital japonesa, acusado de sonegação fiscal.

A informação foi divulgada pelo canal de TV NHK. Segundo um comunicado da montadora japonesa Nissan, Carlos Ghosn, presidente de seu conselho de administração, "declarou durante anos renda inferior ao valor real". Ele teria declarado metade de seu salário – 5 bilhões de yens (R$ 166 milhões) no lugar de 10 bilhões (R$ 333 milhões) – o equivalente.

As conclusões são resultado de uma investigação interna. "Além disso, várias outras práticas ilícitas foram descobertas, como o uso de bens da empresa com fins pessoais", afirmou a empresa, que vai propor ao conselho de administração a "demissão rápida de seu cargo". As informações foram transmitidas para a justiça japonesa.

Ação despenca na Bolsa de Paris

A ação da Renault caiu mais de 12% depois que a Nissan confirmou que Carlos Ghosn dissimulou seus ganhos. Por volta das 11h02, a Bolsa de Paris registrou uma queda de 12,39% dos títulos.

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