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Mundo

Turquia nega ter entregue áudios sobre desaparecimento de jornalista saudita aos EUA

media Câmera registra imagem do Consulado da Arábia Sa em Istambul ®REUTERS/Murad Sezer

A Turquia negou nesta sexta-feira (19) ter entregue aos Estados Unidos "qualquer tipo de gravação de áudio" sobre o que aconteceu com o jornalista saudita Jamal Khashoggi, que desapareceu depois de entrar no dia 2 de outubro no consulado da Arábia Saudita em Istambul.

Segundo o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, "é fora de questão que a Turquia proporcione algum tipo de gravação de áudio (o secretário de Estado americano Mike) Pompeo ou a qualquer outro funcionário americano". Os Estados Unidos, aliados do regime saudita, deram um prazo para que o reino prove sua inocência no caso, mas o presidente americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (18) acreditar agora que o jornalista Jamal Khashoggi está morto e alertou para consequências "muito severas" se a Arábia Saudita for considerada responsável. No começo desta semana, Trump havia levantado a possibilidade de que o jornalista tivesse sido assassinado por pessoas não relacionadas ao poder saudita.

"Certamente parece isso para mim. É muito triste", declarou Trump a jornalistas quando perguntado se ele acreditava que Khashoggi, que desapareceu há mais de duas semanas, não está mais vivo. Além disso, o presidente americano garantiu que se a Arábia Saudita for responsável por sua morte, como especulam muitos meios de comunicação com base em provas de áudio gravadas no consulado em 2 de outubro, quando desapareceu, as consequências para o reino serão "severas".

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, anunciou nesta quinta-feira que não assistirá a uma conferência econômica celebrada em Riade, em um sinal do endurecimento da posição de Washington contra a Arábia Saudita. O secretário americano de Estado, Mike Pompeo, revelou ter aconselhado Trump a dar "mais alguns dias" à Arábia Saudita para "completar" a investigação.

"Eu disse ao presidente Trump esta manhã que deveríamos dar a eles mais alguns dias", disse Pompeo, "Para que nós também tenhamos uma compreensão completa dos fatos" em torno do desaparecimento de Khashoggi. "Isso permitirá tomar decisões sobre como os Estados Unidos devem responder a este caso", acrescentou.

O Comitê para a Defesa dos Jornalistas, a Human Rights Watch, a Anistia Internacional e a Repórteres Sem Fronteiras assinalaram que uma investigação estabelecida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, esclareceria o caso.

Golpe no mercado

O caso Khashoggi também abriu um buraco na conferência da Iniciativa de Investimento Futuro, prevista para a próxima semana em Riade, que a imprensa chama de "Davos do Deserto" e que sofez uma série de cancelamentos. Além da desistência de Steven Mnuchin, não irão ao encontro os ministros da Fazenda de Grã-Bretanha, França e Holanda, assim como vários líderes empresariais.

Turquia e Estados Unidos ainda não confirmaram oficialmente a morte de Khashoggi ou responsabilizaram Riade, mas informações vazadas por funcionários turcos à imprensa revelam detalhes da execução do jornalista por 15 agentes sauditas que o esperavam no consulado em Istambul. Segundo a imprensa turca, gravações de áudio revelam que os assassinos de Khashoggi o torturaram arrancando seus dedos antes de decapitá-lo.

O canal ABC News, citando uma fonte do governo turco, afirmou que durante a visita à Turquia, o secretário de Estado ouviu a gravação de áudio e leu as transcrições. Algo que Pompeo negou. "Não vi nem ouvi nenhuma gravação. Não vi nenhuma transcrição", afirmou à imprensa durante uma viagem à América Latina.

O jornal Sabah revelou que o funcionário de segurança saudita Maher Abdulaziz Mutreb, ligado ao príncipe Salman, "liderou a equipe de execução" e detalhou seus movimentos no dia do desaparecimento de Khashoggi. Baseado em imagens das câmeras de segurança do consulado, o jornal informou que Mutreb entrou no local cerca de três horas antes da chegada de Khashoggi. Posteriormente, Mutreb foi visto na residência do cônsul, nas proximidades do consulado com uma grande mala e, finalmente, no aeroporto.

(Com informações da AFP)

 

 

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