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Mundo

Tensão nos Bálcãs: Sérvia ameaça “se defender” se Kosovo formar Exército

media Da esq à dir, o presidente kosovar, Hashim Thaçi, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente sérvio, Aleksandar Vucic. AFP/Ludovic Marin

O presidente sérvio, Alexandar Vucic, alertou nesta sexta-feira (19) que a criação de um exército do Kosovo poderia "colocar em risco a paz e a estabilidade" dos Bálcãs. Ele advertiu ainda que advertiu que a criação de uma força nacional armada kosovar, bem como a possível saída da missão da ONU no Kosovo (UNMIK), colocaria a Sérvia "em uma posição terrivelmente difícil".

O Parlamento do Kosovo aprovou nesta quinta-feira (18) uma série de medidas que preveem a transformação em um exército da Força Regular de Segurança do Kosovo (KSF), uma força de emergência originalmente treinada para responder a catástrofes naturais.

Durante uma coletiva de imprensa, depois de se encontrar com um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, o presidente sérvio explicou que os Estados Unidos deveriam compreender que isso “põe em perigo a paz e a estabilidade nos Bálcãs e que pode trazer consequências trágicas".

Com o apoio de Moscou, mas também de Pequim, Belgrado se recusa a reconhecer a independência de Kosovo, sua antiga província albanesa, proclamada em 2008. A maioria dos países ocidentais a reconhece.

Guerra dos Bálcãs

Belgrado perdeu o controle do Kosovo em 1999, após uma série de bombardeios da OTAN. Em seguida, Belgrado retirou suas tropas do Kosovo, marcando o fim de um conflito com guerrilheiros da independência kosovar albanesa (1998-99, uma guerra que deixou 13 mil mortos).

Desde então, a defesa do Kosovo é assegurada por uma força internacional liderada pela OTAN, a KFOR, que hoje conta com 4.000 homens e mulheres. A OTAN reiterou seu desejo de que a criação de uma força armada kosovar aconteça "em consulta com todas as comunidades do país". Os deputados da minoria sérvia se opõem ferozmente a ela.

Na quinta-feira, o presidente sérvio Aleksandar Vucic disse que Belgrado não teria "outra escolha do que proteger nosso país e nosso povo", segundo a agência de notícias independente Beta.

O diálogo de normalização entre Belgrado e Pristina (capital do Kosovo) se encontra estagnado por vários meses. Washington disse que estaria disposta a aceitar a criação de um Exército kosovar, se obtivesse o consentimento de ambas as partes. Mas Berlim se opõe, vendo riscos de desestabilização dessa frágil região, teatro nos anos 1990 de conflitos interétnicos que causaram cerca de 130.000 mortes.

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