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Mundo

Kim Jong-Un convida papa Francisco para visitar a Coreia do Norte

media O líder norte-coreano, Kim Jong-Un disse que receberá papa Francisco com "calorosas boas-vindas". REUTERS/Alessandro Bianchi

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, convidou o papa Francisco para visitar a Coreia do Norte, garantindo que ele terá "calorosas boas-vindas". A informação foi divulgada nesta terça-feira (9) pela presidência sul-coreana, encarregada de enviar a mensagem de Pyongyang ao Vaticano.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, começará uma viagem de nove dias à Europa na próxima semana, que inclui etapas na França, na Itália, na Dinamarca e no Vaticano. Ele terá uma audiência com o papa durante sua visita ao Vaticano, prevista para 17 e 18 de outubro. Segundo o porta-voz da presidência sul-coreana, Moon vai transmitir a mensagem de Kim Jong-Un de que o papa Francisco será recebido com "calorosas boas-vindas se ele visitar Pyongyang".
   
As duas Coreias protagonizam uma aproximação desde o início deste ano. Moon Jae-in e Kim Jong-Un já se encontraram três vezes desde então. Na última cúpula, que aconteceu em Pyongyang, no mês passado, Moon foi acompanhado pelo arcebispo sul-coreano Hyginus Kim Hee-joong. Segundo o porta-voz da presidência sul-coreana, durante essa reunião, Kim Jong-Un pediu ao arcebispo que comunicasse ao Vaticano sobre sua intenção de trabalhar pela paz.

Em sua visita à Coreia do Sul em 2014, papa Francisco fez uma missa especial dedicada à reunificação coreana. No dia da chegada do religioso à Seul, a Coreia do Norte lançou mísseis em direção ao país vizinho.

Religião na Coreia do Norte

A liberdade de culto é garantida pela constituição norte-coreana. Entretanto, as atividades religiosas são rigorosamente vigiadas e totalmente proibidas fora das estruturas oficiais.

No começo do século XX, antes da divisão da península, Pyongyang era um importante centro religioso, com numerosas igrejas e uma comunidade cristã que era chamada de "Jerusalém da Ásia". No entanto, o fundador do regime e avô do atual líder, Kim Il-Sung, considerava a religião cristã uma ameaça contra seu reino autoritário e a erradicou com execuções e trabalhos forçados nos campos.

Desde então, o regime norte-coreano autorizou as organizações católicas a desenvolver projetos de ajuda em seu território, mas não tem relações diretas com o Vaticano.

(Com informações da AFP)

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