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Mundo

Operários no Catar estão há 10 meses sem remuneração

media Operários estrangeiros trabalham em Doha, no Catar, dezembro 2016 STRINGER / AFP

Dezenas de estrangeiros que trabalham nas obras da Copa do Mundo de 2022 no Catar estão sem receber salário há meses. É o que denunciou nesta quarta-feira (26) a Anistia Internacional em um relatório sobre esse país do Golfo.

Essa organização de defesa dos Direitos Humanos afirmou que cidadãos nepaleses, indianos e filipinos deixaram de receber € 1.700 da companhia de engenharia Mercury MENA. O valor chega a corresponder a 10 meses de salário. A ONG avalia que a falta de pagamento “arruinou vidas” e fez um apelo para que o governo do Catar assuma essa responsabilidade. “Garantindo que eles recebam seus salários, o Catar pode mostrar que leva a questão dos direitos dos trabalhadores a sério”, declarou Steve Cockburn, diretor dos assuntos mundiais da Anistia Internacional.

O relatório divulgado nesta quarta-feira interrogou 78 trabalhadores da empresa, mas avalia que centenas de pessoas possam estar na mesma situação. A FIFA chamou o documento de “tendencioso” e afirmou que não há nada que conecte a Copa do Mundo ao que foi divulgado.

Empresa já não atua no país

Em nota, o ministério do Trabalho do Catar declarou que a empresa Mercury MENA não atuava mais no país e que uma investigação já está estudando as possíveis consequências jurídicas. Também afirmou que as práticas denunciadas pela Anistia Internacional “não são toleradas pelo Estado do Catar”.

Segundo a ONG, desde fevereiro de 2016, a empresa em questão parou de pagar os salários por mais de um ano. Um sistema chamado de “Kafala” – que dá o direito às empresas de proibir que os funcionários mudem de trabalho ou deixem o país – têm tornado possível a exploração de operários estrangeiros.

Vistos de saída

As autoridades do Catar afirmam dar prioridade para melhorar as condições de trabalho dos estrangeiros e prometeu terminar com a “Kafala”. No começo do mês, anunciou também que iria acabar com os vistos de saída para os funcionários estrangeiros que gostariam de deixar o país, mas nenhuma data para o começo da nova norma foi anunciada.

Segundo a Anistia Internacional, alguns operários foram autorizados a sair do Catar, mas sem nenhuma ajuda de custo. Um deles, o filipino Ernesto, especialista em tubulações, diz ter ficado quatro meses sem salário e afirma estar mais endividado do que quando chegou para trabalhar. Alguns nepaleses tiveram que tirar seus filhos das escolas por não conseguirem arcar com os custos.

Em novembro do ano passado, a ONG conversou com o CEO da Mercury MENA que chegou a reconhecer “problemas de tesouraria”. Para May Romanos, principal autora do relatório, “há de fato algumas melhorias, algumas reformas, mas muito poucas e o tempo urge”. A reportagem voltou a entrar em contato com a Mercury MENA, mas não conseguiu resposta.

Com informações da AFP

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