Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/04 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/04 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/04 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/04 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/04 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/04 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/04 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/04 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

EUA começam a aplicar tarifas sobre bens chineses

media Os Estados Unidos implantaram novas tarifas alfandegárias sobre a China Frederic J. BROWN / AFP

O governo americano começou a aplicar tarifas de 10% sobre novos bens importados da China por US$ 200 bilhões. Este é mais um passo na guerra comercial entre as potências, que ameaça o crescimento econômico mundial.

As tarifas entraram em vigor nesta segunda-feira (24), a exatamente 1h01, no horário de Brasília. A expectativa é que Pequim, em represália, aplique tarifas de importação de 5% ou 10% sobre produtos americano, por US$ 60 bilhões. A “troca” de tarifas entre as maiores economias do mundo começou em julho, quando foram impostas, reciprocamente, tarifas de 25% a mercadorias, na ordem de US$ 50 bilhões.

As tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump já afetam 12% das importações totais dos Estados Unidos este ano. Desde que chegou à Casa Branca em janeiro de 2017, o presidente americano exige que a China acabe com práticas comerciais que ele considera desleais e que estariam retirando investimentos e destruindo empregos nos Estados Unidos.

"Essas práticas são uma séria ameaça a longo prazo para a prosperidade econômica dos Estados Unidos", disse ele, ao anunciar as novas tarifas na semana passada. Pequim respondeu nesta segunda-feira (24), acusando os Estados Unidos de "falsas acusações" e de utilizarem "o aumento das tarifas e outros meios de intimidação econômica para tentar impor seus próprios interesses na China por meio de extrema pressão".

A crítica foi emitida pelo Conselho de Estado chinês em um documento sobre as tensões econômicas e o comércio com Washington. De acordo com esse documento, desde a chegada de Trump "com o slogan 'Estados Unidos primeiro', Washington adotou o unilateralismo, protecionismo e a hegemonia econômica".

País vai vencer guerra comercial, diz secretário de Estado americano

No domingo, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, garantiu, em entrevista ao canal Fox, que seu país venceria a guerra comercial. A China elaborou uma lista de 5.200 bens americanos com tarifas entre 5% e 10% que incluem produtos-chave para os Estados Unidos, como gás natural liquefeito, eletrônicos, couro e preservativos.

As novas medidas de Pequim significam que a China imporá tarifas sobre produtos americanos no valor de US$ 110 bilhões, isto é, quase tudo que a China compra dos Estados Unidos. Trump agora ameaça passar para a "fase três" da guerra comercial, com tarifas sobre produtos por um valor adicional de US$ 267 bilhões, isto é, todos os bens que os Estados Unidos compram da China.

Neste contexto, a esperança de resolver o conflito diminui cada vez mais. O "Wall Street Journal" informou que Pequim cancelou uma visita de sua equipe de negociação a Washington, marcada para 27 e 29 de setembro.  As últimas negociações, em agosto, não avançaram.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou na semana passada que o confronto comercial entre a China e os Estados Unidos poderia ter um "impacto significativo" nas duas economias. A agência de classificação financeira Ficht cortou sua estimativa de crescimento econômico na China para 2019.

(Com informações da AFP Brasil)

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.