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Mundo

Moçambique é alvo de jihadistas que decapitam as vítimas e geram pânico na população

media A província de Cabo Delgado, Moçambique localizada no extremo nordeste do país. Emidio JOSINE / AFP

Doze moradores de um vilarejo no norte do Moçambique foram mortos e outros quatorze ficaram feridos nesta sexta-feira (21) após mais um ataque atribuído a um grupo jihadista que gera pânico na região há vários meses. As autoridades do país seguem inertes face à situação.

Os jihadistas permaneceram escondidos várias semanas nas florestas da província de Cabo Delgado, de onde saíram para atacar a localidade Pequeue, próxima do arquipélago das ilhas Quirimbas. Dez pessoas foram mortas por tiros e duas foram queimadas, de acordo com a agência de notícias AFP.

Os terroristas também colocaram fogo em 55 casas e decapitaram uma outra vítima. “Uma ambulância foi enviada nesta manhã a Pequeue para transportar 14 feridos a um hospital de Macomia”, disse o responsável de serviços médicos de Cabo Delgado. Esse foi o ataque mais violento cometido pelo grupo jihadista desde sua chegada à região, há mais ou menos um ano.

Chamados de “shababs” – “jovens”, em árabe – pela população do lugar, o grupo de muçulmanos radicais atacou pela primeira vez em outubro de 2017, vandalizando o comissariado da cidade de Mocimboa da Praia, pegando todos de surpresa. Os “shababs” seguem uma compreensão rígida do Corão, mas até agora não se posicionaram politicamente.

Desde que começaram a agir no país, os jihadistas incendiaram diversos vilarejos antes de assassinar os habitantes – que os terroristas, em geral, decapitam. Até hoje cerca de cinquenta civis foram executados e dezenas de outros ficaram feridos.

Estados Unidos e Rússia propuseram ajuda

A onda de violência obrigou milhares de moradores a recorrerem ao êxodo. As Forças Armadas e a polícia agiram em conjunto para reforçar a segurança em Cabo Delgado, próximo à fronteira com a Tanzânia, para tentar deter os “shababs”.

Em um outro incidente na quinta-feira (20), os jihadistas mataram um oficial das Forças Armadas moçambicanas. “O ataque aconteceu durante uma patrulha das forças de segurança. Os terroristas portavam uniformes militares e armas poderosas”, declarou um policial, que pediu anonimato.

Em junho do ano passado, o presidente Filipe Nyusi prometeu fazer todo o possível para acabar com as ações dos jihadistas. “Condenamos essas ações e faremos de tudo para que seus autores sejam neutralizados e respondam por seus crimes”, disse, durante a Festa Nacional de Moçambique.

Diversos países, incluindo os Estados Unidos e a Rússia, propuseram ajudar o Moçambique na luta contra os jihadistas. O país africano tenta atualmente recuperar sua economia, afundada em dificuldades financeiras após a descoberta de uma dívida que o governo manteve escondida por anos.

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