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Mundo

Cúpula das Coreias começa com desafio de reconciliação

media A imprensa francesa destaca o encontro entre os dirigentes das Coreias do Sul e do Norte Corps/Pool via REUTERS

A imprensa francesa destaca o encontro entre os dirigentes das Coreias do Sul e do Norte que começou nessa terça-feira (18) em Pyongyang. Pela terceira vez, em cinco meses, Kim Jong-Un e Moon Jae-in sentaram-se à mesa para dialogar.
 

O jornal Le Figaro traz uma manchete sobre a tentativa de reconciliação entre os dois países.  A reportagem afirma que Kim Jong-Un deseja dar um novo fôlego ao sonho de reunificação e que os dois líderes se encontram sob o olhar atento de Washington, que ainda tem dúvidas sobre a veracidade dos esforços do líder norte-coreano, uma vez que as negociações pela completa desnuclearização patinam desde a histórica cúpula de Singapura, em 12 de junho.

Moon não poderá voltar de mãos vazias desse encontro, afirma o Figaro, sob pena de perder a confiança e o apoio dos Estados Unidos.  Segundo o jornal,  entre as prioridades estaria uma declaração comum colocando fim à guerra das Coreias, suspensa por um frágil armistício de 1953. Um ato que poderia abrir espaço para a negociação de um alívio progressivo das sanções, que somente poderia ser cogitado pelos Estados Unidos diante de um gesto tangível de saída da Coreia do Norte da corrida nuclear. 

Para o Jornal Libération, se trata de um encontro para sair do impasse e entrar no concreto. A reportagem lembra que é chegada a hora de colocar em prática declarações feitas em abril de que não há "mais guerra na península" e de perseguir o "objetivo comum da completa desnuclearização da região".  Segundo o Libération, desta vez, os dois líderes terão que ir além dos aplausos, imagens fortes e belas palavras para mostrar que não há impasse nas conversações inter-coreanas. 

O jornal La Croix lembra que uma visita oficial como essa era inimaginável até alguns meses atrás. Para o presidente sul-coreano, filho de refugiados do norte e partidário do diálogo, é o sonho de toda uma vida que começa a se realizar.  Porém, o encontro com o jovem Kim Jong-Un é apenas uma etapa suplementar e delicada até alcançar um objetivo maior: a paz permanente e irreversível. Moon Jae-in deverá incentivar o líder-norte coreano a apresentar, por exemplo, uma lista das armas nucleares, a fim de convencer o presidente americano, Donald Trump, a aceitar uma declaração de paz na península.

Segundo a reportagem, esse seria um passo importante para aliviar as sanções votadas pela ONU, desde 2016, e que impedem qualquer cooperação econômica entre o Sul e o Norte. O jornal destaca, ainda, que a economia sul-coreana não vai bem, com elevado desemprego entre os jovens, preços dos imóveis nas alturas e que o sucesso num acordo de paz faria muito bem à imagem desgastada do governo.

Por fim, o jornal Les Echos destaca os intresses econômicos que movem a reaproximação das duas Coreias, uma vez que a delegação sul-coreana que desembarca em Pyongyang é formada, também, por vários empresários interessados na criação de um corredor industrial entre os dois territórios e no restabelecimento da infraestruruta de transporte entre os dois países de fronteira. 
 

 
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